Delegada alerta para sobrecarga e risco de colapso no Plantão Especializado da Mulher em Roraima
Plantão Central funciona na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Ascom/PCRR) A falta de efetivo e o acúmulo de boletins de ocorrência sem flagrante colocaram o Plantão Central Especializado de Atendimento à Mulher em situação de sobrecarga, segundo alerta feito pela delegada Letícia de Oliveira Paiva, da Polícia Civil de Roraima.
Em memorando encaminhado à Delegacia Geral no sábado (22), ela aponta risco de colapso operacional, demora no atendimento e até perda de elementos importantes para as investigações.
Segundo o memorando, desde 18 de junho deste ano, boletins de ocorrência que não envolvem prisão em flagrante deixaram de ser encaminhados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), no expediente ordinário, e passaram a ficar sob responsabilidade das equipes de plantão.
A mudança, conforme a delegada, provocou o acúmulo de procedimentos em uma estrutura que funciona principalmente durante a noite, finais de semana e feriados.
No documento, Letícia afirma que a situação é de “extrema gravidade” e representa “sobrecarga de trabalho e risco iminente de colapso operacional” para a equipe.
Apenas quatro agentes Um dos principais problemas apontados é a falta de efetivo.
Atualmente, conforme o documento, a equipe do plantão conta com quatro agentes da Polícia Civil.
Desses, três ficam responsáveis por diligências externas e um permanece na unidade para atendimento inicial e custódia de presos.
A divisão, segundo a delegada, prejudica tanto o atendimento ao público quanto a realização de diligências necessárias para a investigação.
“Quando a equipe desloca agentes para efetuar intimações ou diligências de BOs sem flagrante, a unidade interna padece com a falta de pessoal” , diz relata no memorando.
O documento afirma ainda que a situação tem provocado reclamações da população pela demora no atendimento e no registro das ocorrências.
LEIA MAIS | Servidora denuncia falta de psicólogos na Casa da Mulher Brasileira comprometendo atendimento a vítimas Risco de perda de provas A delegada também alerta para o risco de perda de elementos importantes para as investigações.
Entre os exemplos estão casos que exigem busca imediata por imagens de câmeras de segurança, verificação de locais ou identificação de suspeitos.
De acordo com o memorando, quando os agentes estão ocupados com outras atribuições, como a custódia de presos e o atendimento no balcão, não há equipe disponível para realizar essas diligências.
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