Cientista político avalia as chances da criação de uma CPI do Lulinha
As primeiras movimentações da oposição para criar uma comissão parlamentar de inquérito destinada a apurar as suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha enfrentam obstáculos políticos para avançar no Congresso.
Em entrevista ao Ponto de Vista , de VEJA+TV, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o cientista político Rodrigo Prando classificou como “muito pouco provável”, naquele momento, a instalação de uma CPI sobre o caso (este texto é um resumo do vídeo acima) .
Durante o programa, Laísa relatou que o senador Carlos Viana havia defendido a abertura de uma CPI, enquanto Mário Frias propôs uma comissão mista, formada por deputados e senadores.
A apresentadora observou, porém, que a reação da oposição ainda era restrita e relatou ter ouvido de um deputado do PL que parlamentares estavam concentrados nas próprias disputas eleitorais.
Para Prando, esse é um dos principais fatores que dificultam uma mobilização mais ampla.
“Nós estamos já no Brasil no modo eleição”, afirmou.
Com as campanhas para diferentes cargos entrando no centro das atenções, o cientista político avalia que os interesses eleitorais passam a disputar espaço com uma eventual ofensiva parlamentar sobre o caso.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que uma CPI sobre Lulinha teria dificuldade para avançar? Prando destacou que a mobilização de parlamentares não é o único componente necessário para uma comissão prosperar.
Segundo sua análise, o avanço de uma CPI ou CPMI também passa pelas decisões políticas tomadas no comando do Congresso.
Ao citar Hugo Motta e Davi Alcolumbre, Prando argumentou que ambos também precisam considerar seus interesses políticos, eleitorais e regionais.
Nesse cenário, ele não identifica disposição, naquele momento, para uma disputa que possa ampliar o confronto com o governo.
“Eu não vejo predisposição política, tempo hábil o suficiente e vontade dos dois presidentes do Senado e da Câmara de levar à frente uma comissão parlamentar de inquérito para investigar tráfico de influência do Lulinha”, afirmou.
Continua após a publicidade O cientista político deixou aberta, contudo, a possibilidade de mudança caso surjam novos desdobramentos.
Para isso, segundo ele, seria necessário que “algo muito grave, extraordinário” acontecesse e que o caso ganhasse uma dimensão ainda maior.
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