Waack: Caso Lulinha vira ensaio geral para disputa no STF
A defesa de Lulinha, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer que o caso dele saia do STF (Supremo Tribunal Federal) e vá para a primeira instância.
O Procurador-Geral da República concorda e pediu que o caso saia das mãos do relator, ministro André Mendonça, e desça para a primeira instância.
Do lado jurídico é uma discussão até antiga.
Estabelecer os critérios pelos quais alguns casos vão ou ficam no STF, e outros não.
Porém, a questão evidentemente não é jurídica.
É política.
E das mais ferozes.
O que está em jogo é quem tem o maior poder de dentro do STF.
Leia Mais Viana pede a Mendonça preservação de provas contra Lulinha Entenda a origem do embate entre Mendonça, do STF, e a cúpula do STF AGU articula reunião para distensionar crise entre PF e Mendonça Essa questão se tornou vital desde que o ministro André Mendonça ficou tomando conta de investigações de grande relevo, como a do escândalo Master, que envolveu nomes do Supremo, e a do escândalo do INSS, do qual saiu a ramificação envolvendo o nome do filho e do chefe de gabinete do presidente.
Pois o problema para quem está preocupado com o rumo dessas investigações é saber como controlar o ministro relator.
A queda de braço sobre onde fica o processo envolvendo Lulinha é só a prévia de outra questão, bastante abrangente.
É bem provável que o avanço das investigações no caso do Master leve o Supremo a ter de decidir se, eventualmente, investigaria um de seus integrantes.
E qual seria a correlação de forças no caso de uma votação absolutamente sem precedentes? O caso Lulinha é uma espécie de ensaio geral.
De quem manda, como manda, e até quando manda.
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