Direita lidera debate sobre Lulinha, que está atrás de Dark Horse nas redes
Uma análise do Instituto Democracia em Xeque identificou que o campo político da direita liderou o debate sobre o caso Lulinha nas redes sociais, viralizando a frase "nosso futuro é Suíça". O tema, contudo, teve menos tração do que 'Dark Horse' nas primeiras 24 horas de discussão.
A pesquisa mostra a direita como responsável por 71% dos posts. A esquerda ficou com 13% e a imprensa com 16%. Os perfis de oposição figuraram como os maiores amplificadores do assunto.
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula (PT), é investigado em três inquéritos da Polícia Federal. As apurações miram um suposto tráfico de influência por parte de Lulinha, como é conhecido.
Mensagens trocadas por ele e pela lobista Roberta Luchsinger foram divulgadas na última semana. Há diálogos também com o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que recebeu um modelo de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Em uma das conversas, Luchsinger e Lulinha falam sobre negócios. A lobista diz ao amigo: "Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça. Poucos negócio é bom (sic). Esse povo aqui tá em outra vibe", escreveu em março de 2024. Lulinha respondeu: "Isso. Deixa eles. Trabalho para car**** e nunca dá em nada", afirmou, segundo a investigação.
De acordo com o instituto, a frase "nosso futuro é Suíça" formou eixo próprio. O bordão teve 85% de audiência da direita.
O relatório indicou que, a partir da tarde do dia 20 de agosto, o tema ganhou tração de forma acelerada. Superou a marca de 9.600 citações e atingiu o ápice na virada para o dia 21, com pico próximo a 15.500 menções.
Durante o dia 21, após uma breve desaceleração matinal, o volume voltou a registrar nova alta, em torno de 12.800 menções antes do período analisado. Instituto Democracia em Xeque
A entidade comparou a repercussão com outros episódios da política nacional, monitorados em 2026. Nas primeiras 24 horas, o caso ficou atrás do filme 'Dark Horse'.
Em maio, o site The Intercept revelou que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cobrou dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme. O longa conta a história de seu pai, Jair Bolsonaro, de forma ficcional. Pelo menos R$ 60 milhões foram repassados para a produção.
A repercussão do caso Lulinha registrou 181 mil menções nas primeiras 24 horas. Já 'Dark Horse' ficou com 659.167. A discussão sobre o 'Tarifaço', em junho, alcançou 411.200 citações. Já a briga entre Flávio Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a 117.383.
O instituto acompanhou os temas por 7 dias e viu a repercussão sobre o filme aumentar ao longo do tempo. Não há dados adicionais ainda sobre o episódio envolvendo o filho do presidente Lula, para além das primeiras 24 horas.
A esquerda teve maior presença no uso político do caso Lulinha, reagindo à divulgação, registrou a pesquisa. Concentrou 62% de seus posts nesta frente e teve presença marginal nos demais.
A direita distribuiu-se mais, entre o uso político, com 35%, o conteúdo das mensagens, com 21%, e a frase sobre a Suíça, com 17%.
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