Após promulgação, Lula diz que fim da 6x1 faz 'trabalhador viver mais'
Siga UOL Notícias no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em discurso após a promulgação da Emenda Constitucional do fim da escala 6x1 , o presidente Lula (PT) rebateu críticos à medida e afirmou que a nova escala de trabalho fará o trabalhador viver mais. A declaração ocorreu na manhã de hoje (16) em sessão solene no Congresso Nacional.
Segundo Lula, ao longo da história do Brasil, empresários sempre se posicionaram contra benefícios aos trabalhadores, como férias e décimo terceiro salário, alegando que eram prejudiciais à economia, mesmo argumento usado por eles agora.
Lula também disse que o dia de hoje mostra que "a democracia vale a pena". "Hoje mostra a vontade de um povo que foi para a rua, como nunca tinha ido [antes]", prosseguiu. A referência é às manifestações em favor da sua reeleição, que aconteceram no último final de semana em cidades como São Paulo e Rio. Os participantes levaram às ruas a reivindicação de que o fim da 6x1 fosse aprovado —o Senado ainda não tinha votado a proposta.
O chefe do Executivo afirmou que "ninguém quer que uma empresa quebre, mas não quer que um trabalhador morra por falta de descanso". Por outro lado, o presidente pontuou que as críticas são a base da democracia.
Lula destacou o trabalho feito pelo Congresso ao dar celeridade na tramitação da então proposta. Com um exemplar dela nas mãos, o presidente falou que "nossa Constituição agora está mais cidadã" —o apelido da Carta de 1988 é Constituição Cidadã.
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Obrigado ao povo brasileiro que foi para a rua dizer que 'nós queremos trabalhar cinco dias e descansar dois, para o bem da nossa saúde, para o bem da nossa convivência e para que a gente viva um pouco mais' Presidente Lula, em discurso no Congresso
Sem citar Flávio Bolsonaro (PL), o presidente afirmou que, no processo democrático, os críticos sempre defendem mudar resultados logo após participar dos processos que os decidiram. "É impressionante a capacidade de alguns participarem do processo e negarem", disse Lula.
Crítico do fim da 6x1, Flávio chamou a medida de "oportunista" e "eleitoreira", mas acabou votando a favor dela, segundo ele, porque era o desejo dos trabalhadores. No entanto, aliados do senador e empresários afirmaram à Folha de S.Paulo que tiveram a garantia de Flávio de que, se eleito, ele reverá pontos dela e trabalhará pela PEC proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador de campanha, que permite que os trabalhadores adotem um regime flexível por horas trabalhadas e negociadas entre patrão e empregado.
A PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição do salário, de todos os trabalhadores CLT, foi promulgada hoje e se tornou Emenda Constitucional 141.
O ato ocorreu em sessão solene no Congresso, com a presença dos presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e da República, Lula.
Com a promulgação, começam a contar os prazos para implementação das mudanças. A partir de 16 de dezembro de 2026, a jornada máxima por semana cai para 42 horas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.