Indústria nacional vende 79% dos remédios para estados e municípios
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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A indústria farmacêutica nacional foi responsável por 79,2% dos medicamentos comprados por estados e municípios em 2024. Em um levantamento inédito, a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) cruzou dados da base de compras do BPS (Banco de Preços em Saúde ), do Ministério da Saúde , com os registros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A participação local nas unidades compradas por estados e municípios passou de 69,1% em 2020 para 79,2% quatro anos depois, segundo o BPS. Pela tendência da série, a Alanac projeta participação acima de 80% em 2025 e próxima de 83% ao final de 2026. As bases ainda estão em preenchimento pelas unidades administrativas.
A proporção se inverte nos produtos de maior valor agregado. Nas petições de medicamentos novos e inovadores, a participação de empresas nacionais é de 12%; nos biológicos, de 15,2%. Em 2024, um contrato com a multinacional AstraZeneca , de R$ 1,66 bilhão, referente ao medicamento tezepelumabe (medicamento indicado para asma), correspondeu a cerca de 20% do valor total analisado pela Alanac no ano.
A metodologia classificou por CNPJ do fabricante mais de 135 mil registros de compras estaduais e municipais no BPS entre 2020 e 2024, período que corresponde à série fechada da base. Em paralelo, a Alanac analisou 1.319 pareceres de avaliação de medicamentos na Anvisa, com extração de 19 de agosto de 2026, classificados pela origem de capital da empresa requerente.
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