Governo Federal anuncia nova fase do PBIA, com edital de R$ 1 bi para supercomputador
O Governo Federal oficializou a nova fase de sua estratégia digital para IA, prevista no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial ( PBIA ), que prevê, entre três pontos, um edital para adquirir um supercomputador de 7,2 mil Petaflops, cujo valor pode chegar a R$ 1 bilhão.
Com a máquina, o país pretende estar entre os dez maiores em processamento de IA, enquanto desenvolve e amplia seus próprios modelos.
Ela será instalada no Parque Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba/RN, sob os cuidados da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LCCC).
De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a decisão faz parte de sua política de Estado para redirecionar recursos a locais que mais precisam.
Segundo as autoridades, o supercomputador poderá ser utilizado por empresas, instituições científicas e universidades, além do próprio governo.
Durante cerimônia realizada na futura sede do equipamento, foram anunciadas outras duas rotas da supercomputação.
A Rota 2 é uma cooperação com a China, através de parceria com Huawei e iFlytek, que prevê um investimento de mais de R$ 1,2 bilhão ao longo de cinco anos.
A infraestrutura será executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com foco no desenvolvimento de softwares e modelos de linguagem de grande escala, além de treinar cerca de 3 mil pessoas.
Já a Rota 3 deverá ser implementada em no máximo 15 anos.
Baseada em tecnologia aberta e não proprietária (RISC-V), ela será desenvolvida em parceria com o ecossistema de Barcelona, com o intuito de fazer do Brasil produtor de chips e componentes críticos.
As iniciativas do PBIA totalizam um investimento de R$ 23 bilhões, que, segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, 64% já foi executado.
“É um plano ousado, mas ao mesmo tempo é factível, porque ele parte da nossa capacidade instalada”, destacou Santos.
Para a ministra de Estado da Casa Civil, Miriam Belchior, a soberania tecnológica quebra um “histórico modelo de extrativismo tecnológico”.
O Governo Federal também pretende desenvolver uma infraestrutura própria de armazenamento de dados dentro do país.
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