Placa de gordura nas artérias: o que realmente indica que o tratamento funcionou
Imagem: Magnific Quando uma pessoa descobre uma placa de gordura nas artérias do coração , é comum imaginar que o tratamento só terá funcionado se um novo exame mostrar que ela desapareceu.
A expectativa parece lógica, mas não corresponde completamente ao que hoje sabemos sobre a aterosclerose.
Uma placa pode continuar visível e, ainda assim, tornar-se menos propensa a se romper.
Em outras palavras, tratar a aterosclerose não significa necessariamente fazer a placa desaparecer.
Muitas vezes, o objetivo é modificar sua composição e torná-la mais estável.
A aterosclerose é mais do que um acúmulo de colesterol A aterosclerose não é apenas um depósito passivo de gordura dentro das artérias.
Trata-se de uma doença inflamatória crônica da parede dos vasos.
O LDL atravessa o revestimento da artéria, sofre modificações e desencadeia uma resposta inflamatória.
Com o passar do tempo, formam-se placas compostas por diferentes quantidades de gordura, células inflamatórias, tecido fibroso e cálcio.
Por isso, duas placas que apresentam tamanho semelhante em um exame podem ter comportamentos completamente diferentes.
Por que algumas placas são mais perigosas? As placas mais vulneráveis costumam apresentar um núcleo lipídico volumoso, inflamação ativa e uma capa fibrosa fina.
Essa capa funciona como uma espécie de proteção sobre o conteúdo da placa.
Quando ocorre uma ruptura, o sangue entra em contato com substâncias altamente trombogênicas e pode formar um coágulo de maneira súbita.
Se esse trombo obstruir uma artéria coronária, pode ocorrer um infarto.
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