Crítica: “Quinze Dias” transforma o primeiro amor em uma doce história sobre aceitação
(Foto: Reprodução/X/@NetflixBrasil) “Quinze Dias” finalmente chegou nas telas do streaming através da Netflix .
A adaptação do livro é uma comédia romântica adolescente extremamente simpática, colorida e acolhedora , mas que encontra por trás de sua aparência delicada espaço para discutir questões bastante reais sobre autoestima, sexualidade e a dificuldade de falar sobre aquilo que sentimos.
Dirigido por Daniel Lieff e protagonizado por Miguel Lallo e Diego Lira, o longa sabe exatamente que tipo de experiência deseja proporcionar.
É um filme para sorrir, se apaixonar pelos personagens, reconhecer algumas situações da própria adolescência e, em determinados momentos, simplesmente deixar a história te abraçar.
Isso não significa, porém, que a obra seja superficial.
Em vez de transformar a experiência LGBTQIAPN+ em uma sucessão de tragédias, o filme permite que seus personagens tenham aquilo que tantas produções demoraram a conceder a jovens gays: a possibilidade de viver uma história de amor , sentir frio na barriga, cometer erros, rir, ficar com vergonha e simplesmente ser feliz.
Primeiro amor que nasce em meio às inseguranças Foto: Reprodução/X/@NetflixBrasil Felipe é um garoto de 17 anos que gostaria de passar as férias de julho da maneira mais confortável possível: longe das pessoas e protegido dentro do próprio quarto.
Só que os planos mudam quando Caio aparece e vira hóspede temporário da casa enquanto os pais viajam.
O que inicialmente parece apenas uma inconveniência acaba se transformando em uma experiência capaz de mexer com tudo aquilo que Felipe acreditava saber sobre si mesmo.
Miguel Lallo e Diego Lira possuem uma sintonia muito natural em cena, tornando convincente a aproximação dos personagens.
Eles precisam conviver, conversar, redescobrir a amizade e perceber que talvez exista algo diferente entre os dois.
É nessa construção gradual que o filme encontra alguns de seus momentos mais encantadores.
Pequenos gestos ganham importância, olhares passam a carregar outros significados e conversas aparentemente banais começam a revelar sentimentos.
Felipe atravessa esse processo cercado de inseguranças, especialmente pela dificuldade de acreditar que alguém poderia olhar para ele com desejo e carinho.
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