Transição energética ou novo extrativismo? Entenda posição do Brasil nas cadeias produtivas de carros elétricos e baterias
A expansão da mobilidade elétrica tem impulsionado a demanda global por veículos elétricos e, consequentemente, por baterias, que constituem um dos principais componentes dessa tecnologia. O avanço da eletrificação do setor automotivo amplia a produção e a circulação de baterias em escala internacional, ao mesmo tempo em que fortalece a demanda por minerais críticos e por sistemas capazes de sustentar essa nova cadeia produtiva. Nesse contexto, o mercado de fabricação de baterias para veículos elétricos na Europa, em 2025, foi estimado em US$ 16,40 bilhões e espera-se que atinja US$ 43,64 bilhões até 2030 , como resultado do aumento da demanda por carros elétricos e tecnologias voltadas ao armazenamento de energia.
A alta densidade de energia, a longa vida útil e o carregamento rápido tornaram as baterias de íon-lítio revolucionárias no mercado de veículos elétricos (VEs). Em resposta à crescente demanda, os governos não apenas estão comprometendo investimentos significativos, mas também promovendo ativamente a produção dessas baterias recarregáveis.
Apesar desse crescimento, persistem desafios relacionados à estrutura da cadeia global de suprimentos. Um dos maiores é a forte dependência que os países têm da China, que não envolve apenas insumos, células e componentes, mas principalmente a concentração, em território chinês, das etapas de refino, processamento e fabricação. Isso evidencia vulnerabilidades que podem comprometer a segurança do abastecimento diante de tensões geopolíticas ou de interrupções nas cadeias internacionais de produção.
A fabricação das baterias depende de um conjunto de minerais críticos, cuja disponibilidade e processamento estão concentrados em determinados países. Entre os principais materiais empregados nesses equipamentos estão lítio, níquel, cobalto, manganês e grafite, minerais cuja demanda tem aumentado significativamente com a expansão da mobilidade elétrica e do armazenamento de energia. A Agência Internacional de Energia (AIE) destaca que, em 2024, o setor energético respondeu por 85% do crescimento da demanda por lítio, níquel, cobalto e grafite , evidenciando a relação entre a expansão das tecnologias de transição energética e o aumento da demanda por esses minerais.
Entretanto, a dependência de minerais críticos associada aos veículos elétricos não se limita à fabricação das baterias. Outros componentes do automóvel também demandam materiais estratégicos. Os motores elétricos, por exemplo, podem utilizar ímãs permanentes à base de terras raras, especialmente neodímio e praseodímio, enquanto cobre e alumínio são empregados em sistemas elétricos, cabos e demais componentes relacionados à eletrificação do veículo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.