Chácaras às margens do lago de Lajeado começam a ser demolidas após decisão da Justiça
Moradores de chácaras são retirados de região às margens do Lago de Palmas A desocupação de 50 chácaras às margens do reservatório da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE Lajeado), em Palmas, começou nesta terça-feira (18).
As famílias que ocupavam a área tiveram que deixar os terrenos, e as construções começaram a ser demolidas por determinação da Justiça Federal.
A ordem atende a um pedido de reintegração de posse feito pela Investco, concessionária responsável pela usina.
A disputa judicial entre os posseiros e a concessionária se arrasta desde 2014, na altura dos km 36 e 37 da rodovia.
Em março deste ano, os moradores foram notificados a deixar o local e demolir os imóveis.
Já em julho, a decisão de reintegração de posse foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Construções foram derrubadas com o uso de maquinário Reprodução/Tv Anhanguera Em nota, a Investco informou que a execução da reintegração de posse nas áreas vinculadas à concessão da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE Lajeado) cumpre determinações da Justiça Federal.
A concessionária destacou que atua em conformidade com as ordens dos órgãos competentes, acompanha a ação e presta apoio às autoridades para a proteção do patrimônio da União, além de reiterar o cumprimento de suas obrigações legais e contratuais.
A decisão da juíza Caroline Baccedo estabeleceu o dia 13 de agosto para o corte de energia elétrica na região e esta terça-feira (18) como data-limite para a desocupação forçada.
A ação contou com o apoio das polícias Militar e Federal.
Ação cumpre determinação da Justiça Federal a pedido da concessionária Investco Reprodução/Instagram de Jornal Sou de Palmas LEIA TAMBÉM: Servidor público sai para trabalhar e tem portão de casa furtado, diz polícia Justiça determina retorno de prefeita afastada no Tocantins; entenda Ex-vereador é condenado a 41 anos de prisão por encomendar a morte de técnica de enfermagem A reportagem da TV Anhanguera esteve no local logo após a ordem de despejo ser emitida.
Na época, Nice Antunes, que possui uma propriedade na região, contou que a área não foi invadida e que o imóvel foi adquirido de forma regular.
“É aqui que nós queremos viver.
É aqui que nós queremos passar os nossos últimos dias de vida”, disse a moradora.
O chacareiro Aloísio Mota contou, na ocasião, que adquiriu uma área no início deste ano.
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