Como sucesso de vacinas reduz percepção do risco de doenças
Análise: surto de sarampo acende alerta no Brasil Uma pessoa que nunca viu alguém com sarampo pode ter dificuldade para entender por que precisa ser vacinada contra a doença.
Não porque a vacina tenha deixado de funcionar, mas justamente pelo contrário: ela funcionou tão bem que o sarampo desapareceu do dia a dia da grande maioria da população.
O mesmo aconteceu com enfermidades como a poliomielite e a difteria.
Males que durante décadas foram uma ameaça concreta à saúde se tornaram distante, quase como algo do passado.
Essa é justamente uma das contradições que o sucesso da vacinação traz.
Quanto mais uma campanha de imunização consegue atingir as pessoas e controlar uma doença, menos visível se torna o risco que ela evitou.
Sem familiares que tenham adoecido e sem histórias próximas de sequelas e mortes, as pessoas podem ter dificuldade para dimensionar e entender a gravidade dessas infecções.
E, quando a ameaça parece distante, a percepção de urgência e de necessidade de se proteger também pode diminuir.
"A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a percepção de risco é um dos fatores fundamentais para você ter a necessidade de se vacinar.
Se você não vê mais as doenças, a sua percepção de risco é muito baixa”, diz Rosana Ritchmann, infectologista e membro do comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Desafio das políticas de imunização Essa situação ajuda a explicar um dos desafios enfrentados atualmente pelos programas de imunização.
Afinal, como manter a confiança e a adesão às vacinas contra doenças que deixaram de fazer parte do cotidiano e fazer com que essas doenças não voltem? O sarampo é um exemplo.
Durante boa parte do século 20, a doença era presente e pais viam filhos adoecerem.
Avós carregavam sequelas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.