Copiloto da Flydubai planejou atentado inspirado no 11 de Setembro, dizem Emirados Árabes
O copiloto do voo FZ1073 da Flydubai , que atacou o comandante com um machado de emergência durante uma viagem de Dubai a Tel Aviv, em Israel , planejava lançar a aeronave contra o aeroporto internacional Ben-Gurion e se inspirou nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, segundo a Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com as conclusões divulgadas nesta sexta-feira, 9, o suspeito pretendia provocar o maior número possível de mortes.
O ataque ocorreu em 30 de setembro, quando o avião seguia para Israel com 182 pessoas a bordo.
O copiloto, cidadão de Omã, agrediu o comandante dentro da cabine e tentou assumir o controle da aeronave, que precisou fazer um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
Passageiros e tripulantes ajudaram a conter o agressor, enquanto outros pilotos que viajavam no avião assumiram os controles.
O comandante e o copiloto ficaram feridos e receberam atendimento médico.
Os passageiros seguiram posteriormente para Tel Aviv em outra aeronave da companhia.
Segundo informações obtidas pela agência Reuters com autoridades israelenses, o suspeito afirmou aos investigadores emiradenses que havia planejado o ataque antes mesmo de ser contratado pela Flydubai.
Uma fonte a par das apurações relatou ainda que ele já havia cogitado sequestrar e derrubar um avião em outro voo para Tel Aviv, no início deste ano, mas desistiu, aparentemente por conhecer uma pessoa que estava a bordo.
Continua após a publicidade Em comunicado divulgado pela agência estatal WAM, o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto atendia aos requisitos profissionais e de segurança exigidos para o emprego, incluindo licença de piloto, certificado de antecedentes e aprovação nas avaliações previstas.
Continua após a publicidade O histórico do suspeito também foi questionado pelo Wall Street Journal.
Segundo o jornal, ele havia sido proibido de voar em Omã por preocupações relacionadas a posições extremistas antes de ingressar na Flydubai.
Não há confirmação de que as autoridades omanis tenham compartilhado essas informações com outros países ou companhias aéreas.
Continua após a publicidade O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a atuação do comandante e dos passageiros, que ajudaram a impedir que o episódio terminasse em uma tragédia de maiores proporções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.