Brasil encerra Mundial Sub-17 em 17º lugar, e base do vôlei acumula 11 anos sem títulos
Aquele abraço! Fe Garay relembra ouro do vôlei masculino em 2026 São 11 anos sem qualquer título nas categorias de base no vôlei - e o último troféu veio num Mundial já extinto, o sub-23 feminino, que teve apenas três edições até 2017.
A taça conquistada pelas brasileiras em 2015, num time com Rosamaria, Drussyla, Lorenne e a MVP Juma, foi a 21ª obtida pelo Brasil em 93 Mundiais de base até hoje.
Desde então, além da ausência no alto do pódio, o país acumulou resultados negativos e teve poucos talentos sobressaindo depois.
O último revés veio com a seleção feminina sub-17, que encerrou o Mundial do Chile em 17º lugar, a segunda pior classificação da base brasileira.
No sábado (15), o Brasil venceu a Espanha por 3 sets a 1 (24/26, 25/23, 27/25 e 25/16), em Santiago, no Chile, encerrando a competição com quatro vitórias e quatro derrotas. + Nalbert diz que erros na base prejudicam seleção masculina de vôlei: "Pagamos uma conta alta" + Tifanny se pronuncia pela primeira vez sobre banimento de mulheres trans pela CBV + Capitã da seleção, Gabi Guimarães presta apoio à Tifanny após CBV banir mulheres trans Seleção sub-17 no Mundial de vôlei 2026 Volleyball World O vôlei tem Campeonatos Mundiais em três categorias na base: sub-17 (está na segunda edição), sub-19 (19 edições) e sub-21 (23 edições).
No sub-23, foram realizados apenas três torneios (2013, 2015 e 2017).
O Brasil é o único país a ter disputado todas as 93 competições organizadas até agora - o sub-17 masculino ocorrerá de 19 a 29 de agosto, em Doha, com participação brasileira.
Até hoje, foram 21 ouros da seleção verde-amarela em 93 Mundiais de base.
Ou seja, o Brasil saiu campeão em quase um quarto dos torneios.
Mas não sai mais.
O jejum de conquistas na base vem acompanhado de um momento de instabilidade das seleções adultas.
No masculino, apesar de um bronze na Liga das Nações do ano passado, a equipe de Bernardinho fez campanhas ruins nas Olimpíadas de Paris, no Mundial de 2025 e na VNL de 2026.
O time feminino, por outro lado, é presença frequente no pódio de grandes competições, mas não conquista um ouro intercontinental há quase 10 anos, desde o Grand Prix de 2017. + Opinião: queda da seleção masculina de vôlei passa por geração sem craques e postura apática + Opinião: vice do Brasil na VNL feminina é dolorido, mas o copo está muito mais cheio do que vazio + Jejum no vôlei gera ansiedade e dificulta busca da seleção feminina por títulos, dizem comentaristas O Brasil não se classificou para as quartas de final da VNL masculina de 2026 FIVB Apesar de tudo, ainda existe domínio Mesmo com o momento ruim, há duas categorias em que brasileiras e brasileiros ainda são os maiores vencedores.
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