Capacete para corrigir cabeça do bebê deve ser exceção, não regra
A cena é relativamente comum.
Nos primeiros meses de vida, a família nota uma diferença no formato da cabeça do bebê e procura o pediatra.
O desenvolvimento neuropsicomotor está normal, o perímetro cefálico é medido e acompanhado na curva de crescimento e, na consulta, identifica-se uma leve deformidade .
Em alguns casos, ela pode vir acompanhada de torcicolo .
O que é a plagiocefalia posicional Na maioria das vezes, trata-se de plagiocefalia posicional , uma deformidade adquirida da calota craniana provocada por forças externas, sem fusão das suturas.
Ou seja, as linhas que permitem a expansão do crânio permanecem abertas.
É uma condição frequente: estima-se que 20% a 40% dos bebês tenham algum grau de assimetria por volta dos quatro meses de idade.
Um aspecto importante é que, na plagiocefalia posicional, a alteração não provoca danos nem traz prejuízos.
Trata-se de uma questão estética , sem outras implicações para o bebê.
Continua após a publicidade Esse ponto é fundamental para entender por que o uso do capacete , ou órtese craniana , está longe de ser necessário em todos os casos de diferenças no formato da cabeça.
Do nascimento aos 2 anos ocorre um crescimento acelerado do cérebro.
À medida que ele aumenta de tamanho, o crânio acompanha e, como as suturas permanecem abertas, os ossos podem se acomodar em todas as direções e a cabeça tende a se tornar mais simétrica ao longo desse período.
Por isso, a conduta geralmente é conservadora.
Fisioterapia, tummy time , período em que o bebê fica de barriga para baixo enquanto está acordado e sob supervisão, e reposicionamento são medidas suficientes para corrigir essas assimetrias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.