Do remédio ao exercício: o que mudou no tratamento da insuficiência cardíaca
Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros – ou 1% da população adulta – convivam com a insuficiência cardíaca (IC) , ainda pouco conhecida e subtratada, mas que é uma das principais causas de morte em pessoas com mais de 60 anos.
Pessoas internadas pela doença têm um risco até quatro vezes maior de morte do que aqueles hospitalizados por infarto .
E muitas vezes a descompensação acontece por questões evitáveis, como a falta de acompanhamento médico ou mesmo de diagnóstico adequado.
Para tentar mudar esse cenário, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou nesta quinta-feira, 8, uma nova diretriz de tratamento da doença.
Entre os destaques, estão o uso mais intensivo e precoce de medicamentos, novas classes terapêuticas e ênfase no acompanhamento multidisciplinar.
O documento foi anunciado no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontece no Rio de Janeiro, concomitante ao Congresso Mundial de Cardiologia.
O evento reúne 15 mil profissionais de saúde para discutir temas quentes da saúde cardiovascular , entre eles a IC.
O cardiologista Marcus Vinícius Simões, presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca da SBC e coordenador da nova diretriz, vê o lançamento como uma oportunidade de ampliar a conscientização sobre a doença e melhorar seu manejo .
“Há um percentual muito grande de pacientes que deveriam estar recebendo os medicamentos, que melhoram a qualidade de vida e prolongam a vida, mas não estão”, comenta Simões, que estima que apenas metade dos diagnosticados façam o tratamento adequado.
Ele destaca ainda que a população e mesmo profissionais de saúde ainda tem dificuldade de reconhecer a IC.
“Queixas como pernas inchadas , cansaço e falta de ar durante o esforço físico são vistas como ‘coisa da idade’, mas são sinais de alerta que devem ser investigados”, destaca o médico.
Continua após a publicidade A seguir, confira o que vai mudar no tratamento da insuficiência cardíaca.
Remédios entram cada vez mais cedo Uma das principais mudanças é na lógica de como e quando tratar a insuficiência cardíaca.
“No modelo clássico, as medicações eram introduzidas aos poucos, com um intervalo longo entre elas.
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