Próstata aumentada: como o laser está mudando o tratamento da hiperplasia
A próstata aumenta naturalmente com o passar dos anos e, em muitos homens, esse crescimento não provoca problemas importantes .
Em outros, porém, a hiperplasia prostática benigna , conhecida pela sigla HPB, começa a comprimir a uretra e dificultar a saída da urina.
O homem pode perceber que o jato ficou mais fraco, precisa fazer força para urinar, demora para começar ou sente que a bexiga não esvaziou completamente.
Acordar várias vezes durante a noite para ir ao banheiro também é uma queixa frequente, embora nem sempre tenha como causa exclusiva a próstata.
Quando os sintomas são leves, muitas vezes é possível apenas acompanhar ou utilizar medicamentos.
A cirurgia passa a ser considerada quando os sintomas incomodam de forma importante apesar do tratamento clínico ou quando surgem situações como retenção urinária recorrente, infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga, sangramento relacionado à próstata ou repercussões sobre a bexiga e os rins .
É nesse cenário que uma mudança importante vem ocorrendo.
Durante décadas, próstatas muito aumentadas frequentemente significavam uma cirurgia aberta.
Hoje, técnicas de enucleação endoscópica permitem tratar inclusive glândulas de grande volume sem uma incisão no abdome.
Continua após a publicidade Em vez de abrir um caminho, retirar o tecido que obstrui Uma maneira simples de entender a enucleação é imaginar a próstata como uma fruta com casca e polpa .
Na HPB, é principalmente o tecido interno que cresce e comprime o canal por onde passa a urina.
Na enucleação, o cirurgião introduz os instrumentos pela uretra e utiliza o laser para encontrar o plano que separa esse tecido aumentado da parte externa da próstata.
O adenoma , tipo de tumor benigno (não cancerígeno) que provoca a obstrução, é então separado, deslocado para a bexiga e fragmentado para ser retirado pelo mesmo acesso.
Uma das técnicas mais consolidadas é a HoLEP , sigla em inglês para enucleação da próstata com laser de holmium.
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