Pesquisa de aliados de Trump: sanções a Moraes não atrapalham Flávio
Aliados do presidente Donald Trump encomendaram uma pesquisa nacional no Brasil com um objetivo específico : descobrir se as medidas que os Estados Unidos estudam adotar contra autoridades brasileiras teriam custo eleitoral para a direita.
A resposta foi clara: não têm.
Em alguns casos, até ajudam.
O levantamento, feito em agosto pela McLaughlin & Associates, instituto que trabalha para Trump , ouviu 1.991 eleitores em todo o país.
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Entre os que mudariam a vantagem é de Flávio Bolsonaro: 24,7% dos eleitores disseram que ficariam mais propensos a votar no senador, contra 18,2% que ficariam mais propensos a votar em Lula.
Olhando eleitorado por eleitorado, o padrão se repete.
Mais da metade dos eleitores de Flávio (52,4%) diz que as sanções reforçariam seu voto nele.
Entre os eleitores dos outros candidatos de oposição a medida também aproxima de Flávio: 36,5% no eleitorado de Ronaldo Caiado, 36,4% no de Pablo Marçal, 32,7% no de Romeu Zema e 26,2% no de Augusto Cury.
Do lado de Lula, 38,5% dos eleitores dizem que votariam nele com mais convicção, mas a maioria (56,6%) afirma que nada mudaria.
Entre os indecisos a resposta dominante é a indiferença: a grande maioria diz que a medida não altera sua decisão.
A pesquisa também testou um cenário mais amplo: sanções norte-americanas a outras autoridades do governo Lula e do STF, por violações à liberdade de expressão e de imprensa.
O resultado foi ainda melhor para o senador: 27,3% dos eleitores ficariam mais propensos a votar em Flávio, contra 17,4% em Lula.
No eleitorado do próprio Flávio, 57,3% dizem que a medida reforçaria seu voto – o segundo maior índice de todo o questionário.
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