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Presidente de rede de hospitais de SP é afastado após acusações de assédio sexual e racismo contra funcionárias

G1 ·
Presidente de rede de hospitais de SP é afastado após acusações de assédio sexual e racismo contra funcionárias

Fachada do Igesp, em SP Reprodução/Igesp O presidente-executivo do grupo Trasmontano Saúde, Fernando José Moredo, de 85 anos, foi afastado do cargo após acusações de assédio sexual, importunação sexual e racismo feitas por diversas funcionárias da rede de hospitais e plano de saúde.

Segundo apurado pelo g1, ele é alvo de uma notícia-crime apresentada ao Ministério Público de São Paulo em que as denunciantes relatam um suposto padrão de abuso de poder que teria se repetido durante anos.

Após as denúncias, Moredo foi afastado do cargo em um processo administrativo, mas retornou por decisão liminar da Justiça de São Paulo.

Dias depois, voltou a ser afastado, após uma nova interpretação do juiz. 🔎 O grupo Transmontano foi fundado em 1932 e tem cerca de dez unidades hospitalares espalhadas pelo estado de São Paulo, como o Hospital Igesp, na região da Avenida Paulista.

A notícia-crime foi protocolada no início de agosto e pede a instauração de investigação criminal pelos supostos crimes.

Nos documentos, as mulheres que trabalharam com Moredo descrevem abordagens que incluem comentários de teor sexual e racial, perguntas sobre vida íntima, ofertas de dinheiro e contatos físicos sem consentimento (leia mais abaixo).

Uma das mulheres afirmou que os assédios acontecem há cerca de 25 anos, desde o início de sua trajetória na empresa.

Em nota enviada ao g1, a defesa de Moredo afirmou que o cliente é absolutamente inocente.

"Até o momento, não foi apresentada prova idônea capaz de sustentar as acusações feitas contra ele.

Ao contrário, a defesa vem demonstrando graves irregularidades no procedimento adotado e um contexto de disputa interna e articulação para tomada de poder já retratado pela IstoÉ.

Como advogado, minha atuação tem sido técnica, firme e transparente: queremos uma apuração séria, com contraditório, ampla defesa e respeito às regras institucionais".

"Acusação não é prova", concluiu o advogado Miguel Dante Machado.

Como começaram as denúncias As denúncias foram formalizadas em maio deste ano, quando funcionárias de diferentes áreas decidiram relatar os episódios.

A instituição, então, instaurou um comitê administrativo para ouvir as colaboradoras.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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