Quaest: Lula cresce entre mulheres; Flávio sobe entre ricos e evangélicos
Embora tenha trazido um cenário geral de estabilidade em relação à rodada anterior (14 de setembro), a nova pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21/9) trouxe algumas notícias positivas tanto para o presidente Lula (PT) quanto para o senador Flávio Bolsonaro (PL) na análise segmentada.
Lula, por exemplo, cresceu três pontos no eleitorado feminino , passando de 41% para 44% em uma semana, na simulação de segundo turno .
Flávio, por sua vez, oscilou um ponto para baixo, para 37%.
Com isso, a vantagem do petista sobre o senador entre as mulheres passou de três para sete pontos.
A expectativa na campanha de Lula é de que ele volte a crescer entre o eleitorado feminino, puxado pelo anúncio do reajuste do Bolsa Família .
Por ora, isso ainda não aconteceu na Quaest divulgada hoje.
Entre beneficiários do programa, Lula foi de 58% para 56%, enquanto Flávio foi de 27% para 30%.
Embora as intenções de voto em Lula ainda não tenham se alterado entre beneficiários do Bolsa Família, o medo da volta do Bolsonaro aumentou nesse segmento nos últimos 15 dias, passando de 51% para 59% em 15 dias .
Já o medo da reeleição do petista foi de 33% para 29% nesse segmento.
Lula também segue tendo a seu favor o percentual majoritário que acredita que ele vencerá a eleição, independentemente do voto do entrevistado.
Na nova rodada da Quaest, o petista oscilou de 54% para 55% nesse quesito em uma semana, enquanto Flávio foi de 31% para 30%.
“É o bandwagon effect — ou ‘efeito adesão ao vencedor’.
Quem parece que vai vencer tende a se expressar mais, o que acaba mobilizando mais gente em volta.
Em eleições competitivas, expectativa de vitória funciona como capital político”, analisou o professor Felipe Nunes, diretor da Quaest.
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