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Deslizamento em garimpo ilegal mata 100 pessoas na República Centro-Africana

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Deslizamento em garimpo ilegal mata 100 pessoas na República Centro-Africana

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Um deslizamento de terra em uma mina ilegal de ouro matou pelo menos cem pessoas na República Centro-Africana , na fronteira com Camarões , no mais recente de uma série de acidentes desse tipo no país rico em recursos minerais.

O caso ocorreu na tarde desta terça-feira (18) na área de mineração de Zamboye, a cerca de 50 quilômetros (31 milhas) da cidade centro-africana de Baboua, e as operações de busca ainda estavam em andamento.

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram parte do solo da enorme mina a céu aberto, onde trabalhavam centenas de garimpeiros, desprendendo-se e soterrando as pessoas em seu caminho.

Diversas autoridades locais afirmaram que cerca de cem pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, levando líderes da oposição nos dois países a condenar as condições do garimpo artesanal.

"O solo desabou completamente e soterrou as pessoas", disse à agência de notícias AFP Cedric Mbango, garimpeiro que trabalha no local, descrevendo o incidente como catastrófico.

Acredita-se que o deslizamento tenha sido provocado pelo "desabamento de vários túneis subterrâneos nos quais os garimpeiros trabalhavam", informou o Ministério Público de Baboua em comunicado, ao anunciar a abertura de uma investigação judicial.

"Neste momento, é difícil estabelecermos um balanço definitivo", disse à AFP, no início da manhã desta quarta-feira (19), o representante eleito de Baboua, Laurent Ngon Baba.

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Pelo menos quatro das vítimas eram camaronesas, segundo o Cameroon Tribune. Os sobreviventes foram levados a um hospital em Baboua. Deslizamentos são comuns em operações ilegais fora do controle do Estado na República Centro-Africana.

Gregoire Mvongo, governador da região leste de Camarões, afirmou à rádio pública CRTV que as autoridades estavam "trabalhando em estreita colaboração com colegas centro-africanos para lidar com as consequências desta tragédia".

Martin Ziguele, presidente do Movimento para a Libertação do Povo Centro-Africano, afirmou que "o governo tem responsabilidade direta pela ocorrência dessas tragédias".

O líder da oposição camaronesa disse que o acidente revelou "a desumanidade daqueles que enriquecem com a exploração ilegal de minérios".

"Eles não demonstram absolutamente nenhuma preocupação com as condições em que compatriotas, levados pela miséria, trabalham em áreas de mineração não regulamentadas, sem as mais básicas medidas de segurança", disse Kamto, destacado crítico do líder camaronês Paul Biya , que ficou em segundo lugar na eleição presidencial de 2018.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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