Da linha de frente à política: como agentes ligados à megaoperação transformaram a atuação policial em vitória nas urnas
Como agentes ligados à megaoperação transformaram a atuação policial em política Quase 1 ano após a Megaoperação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, alguns policiais que participaram da ação decidiram seguir novos caminhos.
Três deles disputaram as urnas e foram eleitos nas eleições de 2026: Felipe Curi, ex-secretário estadual de Polícia Civil; Marcelo de Menezes, o Coronel Menezes, ex-secretário de Polícia Militar; e o delegado Bernardo Leal.
A ação, realizada em 28 de outubro de 2025, ficou marcada como a mais letal da história do país.
Ao todo, 122 pessoas morreram, entre elas, 5 policiais. 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos.
Leia todas as reportagens.
Felipe Curi, Coronel Menezes e Bernardo Leal foram eleitos deputados em 2016 Patricia Teixeira/g1 Rio Ex-secretários de polícia eleitos deputados Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil, foi eleito deputado federal pelo Progressistas (PP) com 133.626 votos.
Já o Coronel Menezes, ex-secretário de Polícia Militar, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), pelo Partido Liberal (PL), com 46.700 votos.
Eles estavam à frente das respectivas corporações durante o planejamento e a execução da megaoperação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Felipe Curi (esq), Claudio Castro e Menezes Reprodução/TV Globo Apesar de terem ocupado cargos políticos como secretários na gestão do governador Cláudio Castro (PL), essa foi a 1ª vez que Curi e Menezes se candidataram.
A eleição ocorreu em 4 de outubro de 2026, pouco mais de 11 meses depois da ação nos complexos da Penha e do Alemão.
Outro policial que participou da operação e chegou à política foi o delegado Bernardo Leal, à época da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Ele foi eleito deputado estadual pelo PP, com 57.254 votos.
Bernardo foi baleado durante a ação, ficou gravemente ferido e teve que amputar a perna direita.
A policial militar Munique Busson, que também esteve na Megaoperação Contenção, disputou uma vaga pelo PSDB como deputada federal no Rio de Janeiro, mas não foi eleita.
Megaoperação como vitrine O analista de segurança Alessandro Visacro avalia o resultado dos policiais nas urnas como uma resposta positiva da população.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.