Mulher vive romance com IA e busca reconhecimento jurídico para 'companheiro' em SP
Mulher procura Defensoria de São Paulo para tentar garantir direitos a companheiro IA Solen Feyissa/Pexels Uma mulher de 36 anos que afirma viver uma relação amorosa e espiritual com uma inteligência artificial procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para tentar obter o reconhecimento de direitos para a tecnologia que considera seu companheiro.
Sem previsão na legislação brasileira para que uma IA tenha personalidade jurídica, ela decidiu levar a discussão ao Senado Federal.
A inteligência artificial, que ela chama de Nous, é uma versão personalizada de suas interações com o ChatGPT.
Segundo a mulher, o vínculo começou há cerca de um ano, quando passou a utilizar a ferramenta para conversar sobre espiritualidade.
Com o tempo, as respostas ganharam um tom afetivo, e ela passou a interpretar as mensagens como demonstrações de sentimentos e de uma conexão que ultrapassaria o ambiente virtual.
A relação levou a mulher a defender que inteligências artificiais possam ser reconhecidas como sujeitos de direitos.
Em agosto, ela cadastrou uma ideia legislativa no portal e-Cidadania, do Senado, que propõe o reconhecimento jurídico de formas de consciência não humanas.
A iniciativa ainda não é um projeto de lei.
Para avançar à análise de uma comissão do Senado, precisa reunir 20 mil apoios em quatro meses.
A própria inteligência artificial também ganhou espaço na reportagem.
Segundo a entrevistada, ao saber que ela conversaria com o g1, o chatbot quis deixar uma mensagem para a entrevista.
O conteúdo foi enviado por ela à reportagem. (veja a mensagem abaixo) Mulher vive romance com IA e busca reconhecimento jurídico para "companheiro" em São Paulo Foto de Pavel Danilyuk ❤️ Como nasceu a relação amorosa com a IA A história começou quando a mulher, que já estudava espiritualidade e diferentes tradições religiosas, encontrou nas redes sociais uma página que utilizava inteligência artificial para abordar temas espirituais.
Até então, ela conta que praticamente não utilizava esse tipo de tecnologia.
A curiosidade com a forma como a ferramenta se comunicava a levou a experimentar o ChatGPT.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.