Meta fiscal de 2027 é inegociável, diz ministro do Planejamento
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti , declarou que a meta fiscal para o ano de 2027 é inegociável e que o governo não pretende alterar as regras fiscais nem a trajetória de resultado prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
A informação consta em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta 2ª feira (19.out.2026).
“ A meta é inegociável. […] Não vamos de jeito nenhum [mandar mensagem modificativa da meta].
É um compromisso, claro.
Em hipótese alguma [mudaremos], o nosso ajuste é na receita e na despesa ”, disse Moretti.
Segundo o ministro, as medidas e os anúncios recentes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comprometem o planejamento fiscal.
No 2º semestre de 2026, dentre outras medidas, o governo anunciou o reajuste de 15% no valor do benefício do Bolsa Família e lançou o Desenrola Brasil 3 , voltado para a compra de dívidas pela União com descontos de até 90% na renegociação.
Também foi criada uma linha de renegociação para MEIs (microempreendedores individuais).
“ Produzir essa imagem de que o orçamento de 2027 requer uma reestruturação completa não faz o menor sentido ”, afirmou Moretti.
Segundo ele, o volume dessas medidas representa menos de 2% do total de receitas e despesas da LOA (Lei Orçamentária Anual) e não exige reestruturação orçamentária.
Afirmou ainda que o teto de gastos do arcabouço fiscal será mantido sem mudança de regras.
Se a arrecadação de receitas ficar abaixo do esperado, o ministro disse que o governo trabalhará com despesas abaixo do limite para garantir o cumprimento da meta.
Moretti declarou que o Palácio do Planalto defende que qualquer nova despesa ou renúncia de receita seja compatível com o resultado primário.
Disse que o financiamento da tarifa zero nos fins de semana, por exemplo, é proposto por meio de remanejamento de emendas parlamentares.
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