Foto de Trump em supermercado em 2024 agora assombra republicanos nas eleições de meio de mandato
BEDMINSTER, Estados Unidos, 15 Ago (Reuters) - Dois anos depois de o candidato republicano à presidência, Donald Trump, ter realizado uma coletiva de imprensa em Nova Jersey, cercado por produtos básicos de supermercado para destacar a inflação sob democratas, os preços dos alimentos continuam subindo, apesar de sua promessa de reduzi-los.
A discrepância entre a promessa e a realidade agora se apresenta como uma vulnerabilidade para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro.
Em 15 de agosto de 2024, em seu clube de golfe em Bedminster, entre mesas repletas de frutas, carne, cereais, leite e outros produtos básicos, Trump culpou a administração Biden pelo aumento acentuado dos preços dos alimentos. O espetáculo, completo com gráficos mostrando os preços mais altos, visava minar a candidatura da democrata Kamala Harris e destacar a principal promessa de Trump: somente ele poderia controlar a inflação e reduzir o custo de vida.
Dois anos depois, o aumento dos preços da gasolina e dos alimentos está pressionando os orçamentos familiares e transformando o custo de vida na principal preocupação dos eleitores norte-americanos. Os eleitores agora dão aos democratas uma leve vantagem sobre os republicanos na avaliação de quem administra melhor a economia, pela primeira vez em quase uma década, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos.
Sheila Carney, uma eleitora de Trump de 68 anos, expressou sua frustração com um palavrão enquanto descarregava US$70 em compras no carro, do lado de fora de um supermercado não muito longe do clube de Trump em Bedminster. A compra foi modesta: um pouco de carne, detergente e um pacote com 12 latas de chá gelado.
Para Carney, o recibo era a prova de que as preocupações com a capacidade financeira, que Trump por vezes descartou como uma "farsa" democrata, continuam a ser um fardo diário para muitos norte-americanos.
"Isso é real. Ele pode dizer que não é, mas é", disse Carney, assistente administrativa de um hospital que adiou a aposentadoria enquanto ajuda a pagar o empréstimo estudantil de seu filho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.