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Prefeitura de SP libera mais R$ 200 milhões para retrofits no Centro; 50 prédios já estão em reforma

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Prefeitura de SP libera mais R$ 200 milhões para retrofits no Centro; 50 prédios já estão em reforma

Prédios do Centro de São Paulo: programa municipal pode bancar até 25% do custo das obras de requalificação (Ana Paula Hirama/ Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

A Prefeitura de São Paulo colocou mais R$ 200 milhões à disposição de proprietários e investidores que pretendem reformar prédios antigos no Centro da capital. O dinheiro faz parte do quarto chamamento da Subvenção Econômica, programa que pode bancar, com recursos públicos e a fundo perdido, até 25% do custo das obras de retrofit. O plano completo prevê desembolsos de até R$ 1 bilhão.

Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, o novo chamamento terá inscrições entre 15 de agosto e 13 de outubro de 2026 . Os pedidos são feitos pelo Portal de Processos da prefeitura.

Até agora, o uso desse dinheiro ficou abaixo do montante inicialmente colocado à disposição. Nos três primeiros chamamentos, lançados entre 2023 e 2025, 31 empreendimentos foram selecionados e receberam cerca de R$ 67,5 milhões em subvenções , diante de R$ 400 milhões disponibilizados nos editais . A nova rodada amplia o perímetro elegível para determinadas categorias de habitação e tenta levar mais projetos à fila do programa.

Ao mesmo tempo, o número de imóveis em reforma vem aumentando. A prefeitura contabiliza atualmente 50 edifícios em processo de requalificação , somando projetos enquadrados no Requalifica Centro e na Subvenção Econômica. Eles representam 5.238 moradias. Desse total, 15 prédios já terminaram as obras e receberam o certificado municipal de conclusão.

“O programa total prevê o aporte de R$ 1 bilhão da Prefeitura para que, em cada projeto de requalificação, de subvenção, a gente coloque até 25% do valor da reforma. Então, um prédio ocioso com uma reforma de R$ 1 milhão, colocamos até R$ 250 mil a fundo perdido”, diz o prefeito Ricardo Nunes.

Na prática, a Subvenção Econômica funciona como um colchão de capital para reduzir o custo da reforma e tentar viabilizar projetos que não fechariam a conta apenas com recursos privados. Diferentemente de um financiamento convencional, o dinheiro recebido não precisa ser devolvido financeiramente à prefeitura. O subsídio pode chegar a 25% do valor considerado elegível da obra.

É justamente essa lacuna que a prefeitura diz tentar preencher. Edifícios antigos costumam carregar custos difíceis de estimar antes do início das obras , da adequação de instalações elétricas e hidráulicas à preservação de elementos históricos e mudanças necessárias para converter antigas lajes comerciais em apartamentos.

Na entrevista concedida à EXAME em julho, Nunes afirmou que o programa surgiu depois que a prefeitura identificou que os incentivos tributários e urbanísticos existentes não eram suficientes para colocar todos os projetos de pé.

“Percebemos que havia muitos prédios ociosos e que, mesmo com os incentivos, alguns investimentos não se viabilizavam para o mercado. O investidor não conseguia fazer a reforma e devolver vida àquele imóvel”, afirmou.

O prefeito também resumiu a lógica da contrapartida. “A prefeitura não pede esse dinheiro de volta financeiramente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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