MPE pede afastamento de presidente da Aadesam em meio a investigação sobre suposto uso do órgão para favorecer candidato ao governo do AM
Presidente da Aadesam, William Abreu.
Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) o afastamento cautelar de William Abreu, presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), após apontar que a entidade não teria comprovado o cumprimento de uma decisão judicial relacionada a desligamentos e contratações de funcionários.
O pedido foi apresentado na sexta-feira (18), em processo que apura possível abuso de poder político e de autoridade durante as eleições 2026.
A decisão sobre o afastamento ainda cabe ao TRE-AM.
Uma operação foi realizada em 3 de setembro, no âmbito da investigação que apura o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício da campanha à reeleição do governador Roberto Cidade (União Brasil).
Além do governador, os relatórios citam o vice-governador Serafim Corrêa (PSB), que integra a chapa à reeleição, e William. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No pedido de afastamento, o MPE argumentou que a permanência do dirigente no cargo constituiria obstáculo para que a ordem judicial fosse cumprida e determinou que o afastamento permaneça até a posse dos eleitos.
A decisão também determina que a Aadesam indique, em 24 horas, um substituto sem vinculação político-partidária com o pré-candidato.
MPF investiga: Roberto Cidade é suspeito de buscar votos com estrutura do governo O MPE pediu ainda que, caso o afastamento não seja concedido imediatamente, o dirigente seja intimado a se justificar em 24 horas, com advertência de que a persistência do descumprimento poderá resultar no afastamento e no aumento da multa.
Até a publicação desta reportagem, o documento analisado registra apenas o pedido do Ministério Público Eleitoral.
Não há, nele, decisão do TRE-AM determinando o afastamento do dirigente.
O g1 questionou a Aadesam sobre o pedido de afastamento de William Abreu da presidência, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.
PF aponta que órgão público alvo de operação no AM teve conhecimento prévio da ação e entregou computador 'corrompido' a agentes MPE aponta descumprimento Segundo a manifestação do MPE, uma decisão liminar de 27 de agosto determinou, entre outras medidas, a reintegração de trabalhadores atingidos por determinados desligamentos, o restabelecimento de salários, benefícios e vínculos previdenciários e a suspensão de contratações realizadas a partir de 1º de julho.
A Justiça Eleitoral também proibiu novas dispensas de empregados vinculados aos projetos executados pela Aadesam até a posse dos eleitos, com exceções previstas na própria decisão.
O prazo estabelecido para o cumprimento das determinações foi de 48 horas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.