PF aponta que órgão público alvo de operação no AM teve conhecimento prévio da ação e entregou computador 'corrompido' a agentes
Viaturas da Polícia Federal durante operação que apura abuso de poder econômico e político nas eleições 2026 no Amazonas Reprodução A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório da operação realizada na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), que investiga suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício eleitoral e apontou indícios de que o órgão teve conhecimento prévio da decisão judicial antes da chegada dos agentes.
O documento também revela que um computador apreendido foi apresentado como "corrompido" pelo servidor responsável.
A operação foi realizada em 3 de setembro, no âmbito de uma investigação que apura o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício da campanha à reeleição do governador Roberto Cidade (União Brasil).
Além do governador, os relatórios citam o vice-governador Serafim Corrêa (PSB), que integra a chapa à reeleição, e o presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu.
No domingo (20), o Ministério Público Eleitoral pediu o afastamento de William da presidência do órgão.
O documento foi obtido com exclusividade pelo g1.
Segundo a PF, a busca e apreensão foi autorizada pela Justiça Eleitoral após informações indicarem que documentos e dados que deveriam ser preservados poderiam estar sendo destruídos, ocultados ou alterados por agentes públicos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A decisão foi assinada pela desembargadora Nélia Caminha Jorge, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em 31 de agosto.
Dias antes, em 19 de agosto, a Justiça já havia determinado que a Aadesam preservasse e apresentasse documentos relacionados a admissões e desligamentos de servidores realizados a partir de 1º de julho de 2026.
Segundo a PF, o procedimento apura possíveis irregularidades relacionadas a transferência desses servidores da capital para o interior do estado que, de acordo com denúncia, poderiam ter motivação eleitoral.
Agora no g1 Diante da suspeita de possível destruição de provas, a PF recebeu autorização para apreender documentos, computadores, notebooks, mídias removíveis e outros dispositivos eletrônicos.
Computador do RH foi apresentado como "corrompido" Durante a operação, um dos equipamentos chamou a atenção dos investigadores.
De acordo com a PF, o computador utilizado pelo setor de Recursos Humanos havia sido encaminhado para manutenção na mesma manhã da diligência.
No relatório, os investigadores informam que o equipamento foi localizado na sala de rede da agência e apresentado pelo setor de tecnologia com a informação de que estava "corrompido".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.