Juízes de sindicato criticam ‘assédio’, pedem revisão de salários e criam fundo
Juízes sindicalizados fizeram neste sábado, 5, sua primeira Assembleia Geral Extraordinária com votação virtual e aprovaram cinco pautas que consideram essenciais para a classe.
Eles evitaram ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) – uma proposta inicial, em retaliação à exclusão de penduricalhos salariais imposta pelos ministros, previa a cobrança de uma ‘pauta ética’ na Corte.
Na avaliação dos magistrados, a deliberação da assembleia reflete o esgotamento da categoria “frente a omissões inconstitucionais prolongadas”.
A assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Magistrados do Brasil (Sindmagis).
O Estadão apurou que o número de juízes que participaram da reunião foi pequeno – muitos estavam acuados ante a possibilidade de um confronto com o STF.
Ao final de um dia inteiro de debates, os juízes aprovaram propostas que, em seu entendimento, estabelecem um ‘marco de união’ e um ‘retrato fiel e qualitativo de todas as instâncias da justiça’ – as decisões foram validadas por 91% a 100%.
O que os juízes sindicalizados aprovaram.
1) Defesa da saúde mental e combate ao assédio institucional (aprovação de 100%).
Decisão unânime de exigir o fim da imposição de metas puramente numéricas e do produtivismo desestruturado, cobrando a aplicação imediata da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e simetria no auxílio-saúde.
2) Revisão anual de subsídios e omissão inconstitucional (aprovação de 100%).
Consenso irrestrito para cobrar da Administração Pública a recomposição mínima dos subsídios (defasados em perdas inflacionárias), encerrando o estado de mora inconstitucional tolerado pelo Estado.
3) Vitaliciedade e garantias disciplinares (aprovação de 98,18%).
A categoria chancelou medidas jurídicas rigorosas para combater decisões de órgãos fracionários que violem a Cláusula de Reserva de Plenário e desrespeitem o quórum de maioria absoluta para demissão ou perda do cargo de juízes.
4) Mesa Nacional de Negociação (aprovação de 95,92%).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.