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‘O livro tem pele própria, há uma relação erótica’, defende o escritor André Gago

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‘O livro tem pele própria, há uma relação erótica’, defende o escritor André Gago

Na varanda da Biblioteca Municipal de Óbidos, com vista para as ruas de pedra da vila medieval portuguesa, que recebe até o próximo dia 18 o FÓLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, o escritor português André Gago falou com a coluna GENTE sobre o futuro distópico de seu novo livro, a inteligência artificial e sua relação com o Brasil.

Ator, músico e escritor, Gago participa do evento para apresentar Manuscrito de Alexandria , romance vencedor do Prêmio Literário Armando Baptista-Bastos de 2025.

Para ele, a literatura produzida por IA carrega uma espécie de sinal que, embora não possa ser visto, é capaz de diferenciá-la daquela escrita por humanos.

“A literatura produzida pela inteligência artificial tem uma marca de água, digamos assim, invisível, porque não tem o elemento humano, que é inimitável.

Quando estou a escrever, estou a fazer uma viagem que é profundamente pessoal.

É um espaço de intimidade”, diz.

Agora a coluna GENTE também está no Instagram .

Siga o perfil @veja.gente A discussão sobre o futuro da literatura encontra espaço no próprio romance, desenvolvido ao longo de mais de dez anos, entre os compromissos de Gago com o teatro, a música e os recitais de poesia.

Na trama, ambientada em uma Paris futurista, os livros se tornaram objetos do passado, e o protagonista parte em busca de um manuscrito perdido na Biblioteca de Alexandria.

Apesar do cenário distópico, o autor procurou se afastar das sociedades ostensivamente autoritárias retratadas em clássicos como 1984 , de George Orwell , e Admirável Mundo Novo , de Aldous Huxley .

“Tentei não criar uma sociedade que parecesse evidentemente opressiva, porque a humanidade convive com a opressão de uma maneira normal”, diz.

Continua após a publicidade Na avaliação do escritor, a sociedade contemporânea já apresenta características desse futuro aparentemente distante.

“As pessoas vivem sob o jugo do trabalho, sob o jugo das dificuldades financeiras, como se fosse normal.

É uma aceitação do normal”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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