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Entidades pedem ao MPF apuração de denúncias sobre suposta rede de exploração sexual de mulheres ligada a Vorcaro

G1 São Paulo ·
Entidades pedem ao MPF apuração de denúncias sobre suposta rede de exploração sexual de mulheres ligada a Vorcaro

Daniel Vorcaro Divulgação Setenta pessoas e organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, a movimentos sociais e à sociedade civil encaminharam ao Ministério Público Federal (MPF), na tarde desta sexta-feira (16), uma manifestação pública que pede a investigação de possíveis crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual relacionados a uma estrutura de agenciamento de mulheres atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O documento também solicita a apuração de possíveis abusos contra mulheres refugiadas e de eventual participação de crianças e adolescentes em situações de exploração ou em esquemas de corrupção.

A iniciativa tem como base informações publicadas pelo UOL na última terça-feira (13), na reportagem “Vorcaro era sócio oculto de agência de prostituição e recrutou refugiadas”.

O ex-banqueiro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal no dia 4 de março, em São Paulo, em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Em nota enviada pela defesa, Daniel Vorcaro negou envolvimento com uma rede de prostituição (veja mais abaixo).

Segundo a manifestação, a reportagem descreve uma suposta estrutura de recrutamento, seleção, deslocamento, hospedagem e disponibilização de mulheres brasileiras e estrangeiras para eventos privados no Brasil, com menções a São Paulo e ao Rio de Janeiro, e no exterior.

Entre os elementos destacados pelas entidades como pontos que devem ser apurados pelo MPF estão: Possível abuso da vulnerabilidade de refugiadas: diálogos sobre uma jovem ucraniana de 19 anos, cuja cidade de origem teria sido atingida pela guerra e que enfrentaria dificuldades para retornar com segurança ao país.

Segundo as mensagens reproduzidas na reportagem, um intermediário afirmou tê-la mantido no grupo enquanto discutia seu ingresso na agência, antes de ela se refugiar na Itália.

Mecanismos de controle e submissão: mensagens atribuídas aos envolvidos mencionam termos como “doutrinação”, obediência às escolhas do organizador, necessidade de autorização para pagamentos e controle sobre a permanência ou o desligamento de mulheres do grupo.

Possíveis restrições à autonomia: registros mencionam a retirada dos celulares de participantes durante um evento realizado em Londres.

Uso de mulheres em negociações empresariais: as entidades pedem que seja investigada a hipótese de mulheres terem sido tratadas como “ativos” ou contrapartidas para obtenção de favores, contratos ou influência em eventos com empresários e autoridades.

Possível participação de menores de idade: a manifestação destaca o uso de expressões como “creche” e “Mucilon” nas mensagens e pede a verificação da idade das participantes desde o primeiro contato, para apurar eventual aliciamento de crianças e adolescentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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