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Firma de família de ex-chefe dos Portos de Lula recebeu R$ 630 mil do setor

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Firma de família de ex-chefe dos Portos de Lula recebeu R$ 630 mil do setor

A firma do pai e do irmão do ex-ministro dos Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) recebeu por serviços de relações governamentais de empresas que operam no setor portuário enquanto ele ainda comandava a pasta no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A emissora das notas fiscais é a RI Consulting Assessoria e Consultoria Empresarial e Governamental, sediada no Recife. No período, a firma teve como sócios o ex-deputado federal Silvio Costa, pai do então ministro, e Carlos Costa (Republicanos), seu irmão, que deixou a sociedade em março de 2026. Carlos é atualmente candidato a vice-governador de Pernambuco na chapa de João Campos (PSB).

Costa Filho nega ter recebido pedidos da consultoria ou atuado para beneficiar seus clientes, e seu pai, representando também o irmão do ex-ministro, afirma que os serviços prestados não envolveram problemas éticos.

Uma das empresas do setor portuário que pagou à firma da família do ministro por serviços de relações governamentais, segundo as notas fiscais, foi a Temape (Terminais Marítimos de Pernambuco), instalada no Porto de Suape, em Pernambuco. Excluída uma nota cancelada, os documentos somam R$ 630 mil entre fevereiro de 2025 e julho de 2026, dos quais R$ 490 mil correspondem ao período em que Costa Filho estava no cargo de ministro.

Entre fevereiro de 2025 e março de 2026, a RI Consulting emitiu 14 notas de R$ 35 mil para a Temape. Os documentos descrevem o trabalho como "prestação de serviços de relações governamentais", sem detalhar as demandas acompanhadas ou os resultados entregues.

Outro cliente identificado é a Usina Central Olho d'Água. Seu grupo empresarial informa ter participado da idealização da Temape, em 1998, para armazenagem e movimentação de granéis líquidos em Suape.

Além dela, a reportagem identificou uma empresa do ramo açucareiro que opera um terminal no Porto de Santos, a Copersucar. O UOL contabilizou R$ 180 mil em notas da RI Consulting emitidas à Copersucar enquanto Costa Filho estava no ministério, de um total de R$ 330 mil entre outubro de 2025 e agosto de 2026.

Empresas do setor portuário são reguladas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. Assim como outras agências federais, no entanto, a Antaq tem autonomia funcional.

O Porto de Suape, onde opera a Temape, tem administração estadual. Já o de Santos, onde atua a Copersucar, é administrado pela APS (Autoridade Portuária de Santos), uma empresa pública federal.

Em 3 de março, por exemplo, Silvio Costa Filho teve uma agenda com Tomás Manzano, diretor-executivo da Copersucar, para tratar de logística portuária e exportação de açúcar.

Além do setor portuário, o Banco Master e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estão entre os atendidos.

Para o Master, a RI Consulting emitiu 20 notas de R$ 100 mil entre março de 2024 e outubro de 2025, totalizando R$ 2 milhões. Os documentos descrevem serviços de consultoria em relações governamentais.

A empresa é contratada de Febraban há oito anos —o levantamento da reportagem soma mais de R$ 7 milhões em notas fiscais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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