Força Aérea Brasileira derruba foguete sul-coreano 35 segundos após decolagem no Maranhão
A Força Aérea Brasileira ( FAB ) acionou um sistema de segurança remoto para interromper o voo do foguete sul-coreano SEBIT, na última quarta-feira (19). A decisão ocorreu após o veículo desviar da rota planejada logo após ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão.
Como resultado, a operação foi encerrada cerca de 35 segundos após a decolagem. O foguete caiu em uma zona de segurança no mar, sem deixar feridos ou provocar danos às instalações terrestres.
O evento marcou o primeiro contrato comercial da ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A.), empresa estatal criada pelo governo federal em junho de 2025 para explorar o potencial aeroespacial do país.
A FAB forneceu a infraestrutura do Centro de Alcântara, enquanto a fabricante InnoSpace assumiu a responsabilidade pelo desempenho da nave. O diretor-presidente da InnoSpace, Kim Soo-jong, informou que os dados coletados durante o teste já estão sendo analisados.
A equipe quer confirmar a altura alcançada pelo veículo, a distância percorrida e quanto tempo ele conseguiu voar. Assim, os relatórios vão apontar a causa exata do desvio de rota.
O teste com o modelo SEBIT foi realizado às 16h30 (horário de Brasília) no Centro de Lançamento de Alcântara, estrategicamente situado na costa maranhense.
Afinal, a proximidade com a Linha do Equador amplia a velocidade da rotação terrestre, o que ajuda a economizar combustível nas decolagens.
Além disso, a região oferece ampla área marítima com baixa densidade populacional ao redor. Certamente, esse isolamento geográfico é crucial para isolar eventuais falhas durante as operações de teste.
Para interromper o voo de forma imediata, a FAB utilizou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês).
Esse mecanismo de segurança desliga a propulsão do veículo assim que é acionado remotamente pelas equipes de monitoramento. Em seguida, a estrutura do foguete sofre um rompimento controlado no ar. Desse modo, o combustível restante é queimado de maneira segura e a nave perde a sustentação, caindo na área marítima restrita.
Apesar da interrupção precoce, a InnoSpace informou aos acionistas que conseguiu captar um volume expressivo de dados do lançamento. Assim, o material servirá para determinar a altitude exata, o tempo de voo e a distância alcançada antes da queda.
Igualmente, os engenheiros investigam os motivos do desvio de trajetória para aplicar melhorias no projeto do foguete sul-coreano. Sendo assim, a meta da fabricante é ajustar a estabilidade e a segurança das futuras missões.
A tentativa recente representou a retomada das atividades em Alcântara após quase oito meses de hiato. Isso porque, em dezembro de 2025, o modelo HANBIT-Nano também sofreu um acidente grave e se desintegrou logo após subir.
Naquele caso, as apurações confirmaram um vazamento de gases provocado por falha de vedação na câmara de combustão. Assim, a estrutura rompeu cerca de 33 segundos após sair da plataforma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.