Um feixe de plasma criado por laser funcionou como antena e transmitiu ondas de rádio sem precisar de uma haste metálica convencional
Pesquisa com filamento de ar ionizado mostrou transmissão a 30 MHz e abre caminho para antenas reconfiguráveis, ainda em fase experimental.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte demonstraram que um filamento de plasma produzido por laser pode transmitir ondas de rádio sem funcionar como uma haste metálica convencional. No laboratório, o sistema emitiu sinais de 30 megahertz usando ar ionizado e alimentação por um anel metálico, ainda longe de substituir antenas comerciais.
Um feixe de laser com potência e diâmetro controlados ioniza uma coluna estreita de ar. Surgem elétrons livres, formando o chamado filamento de plasma, que pode interagir com campos eletromagnéticos e atuar como elemento radiador.
Um gerador elétrico alimenta um anel metálico em torno do feixe, que funciona como capacitor. Ele transfere a radiofrequência ao plasma sem contato direto, conforme descreveu a equipe da universidade americana . O laser cria a antena, mas não produz sozinho o sinal de rádio.
No estudo publicado no IEEE Journal of Microwaves , os autores compararam medições com o laser ligado e bloqueado, mantendo o mesmo sinal aplicado ao capacitor:
A inovação substitui o elemento rígido que irradia ondas, não todas as peças metálicas. Cada componente tem uma função própria no protótipo:
Dimensões da antena influenciam quais frequências ela transmite com eficiência. Ao mudar parâmetros do laser, os pesquisadores podem alterar o comprimento do filamento sem mover uma haste física. Direcionar o feixe também abriria caminho para variar sua orientação, algo útil em radar e plataformas espaciais.
Essa flexibilidade, porém, ainda é uma possibilidade tecnológica, não uma varredura completa demonstrada . O artigo científico comprovou emissão em 30 MHz; não testou transmissão em toda uma faixa nem uma antena receptora de plasma.
Antes de integrar o sistema a aeronaves ou satélites, os pesquisadores precisam superar limitações práticas que os ensaios a curta distância não resolvem:
Os testes mostraram que um condutor formado temporariamente no ar consegue irradiar um sinal alimentado eletricamente . A diferença observada entre laser ligado e bloqueado sustenta a demonstração, mas não informa alcance operacional, eficiência em campo aberto ou vantagens econômicas.
Para comunicações reconfiguráveis, o interesse está em criar, ajustar e interromper o elemento radiador sob comando óptico. A aplicação em radar e sistemas espaciais dependerá de futuras medições em condições realistas, não apenas do aspecto visual do feixe.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.