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O predador colossal dos oceanos que cria cortinas de bolhas em espiral para encurralar cardumes inteiros

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O predador colossal dos oceanos que cria cortinas de bolhas em espiral para encurralar cardumes inteiros

Jubartes usam bolhas, movimentos coordenados e vocalizações para concentrar peixes antes de avançarem juntas em direção à superfície

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Debaixo da superfície, uma baleia-jubarte pode transformar o próprio ar em uma armadilha. Em determinadas populações, esses gigantes nadam ao redor dos peixes enquanto liberam bolhas, criando estruturas circulares que concentram a presa antes de uma impressionante investida em direção à superfície.

A técnica é conhecida como bubble-net feeding , ou alimentação por rede de bolhas. A jubarte mergulha abaixo ou ao redor do cardume e libera ar enquanto descreve movimentos circulares ou espirais. As bolhas sobem formando uma espécie de barreira que ajuda a manter os peixes concentrados em uma área menor.

Nem toda rede tem exatamente o mesmo formato. Pesquisadores registraram círculos, espirais ascendentes e outras configurações, e estudos recentes mostram que as baleias conseguem ajustar dimensões e detalhes dessas estruturas de acordo com a situação de caça. O comportamento pode ocorrer individualmente ou em grupos coordenados.

Os peixes tendem a permanecer agrupados dentro da região delimitada, o que facilita a captura. Depois de construir a rede, uma ou mais baleias sobem pelo centro com a boca aberta e engolfam grande quantidade de água e presas, que depois são filtradas pelas barbatanas presentes na boca.

O vídeo da Universidade do Havaí em Mānoa mostra diretamente uma jubarte criando uma rede circular de bolhas no sudeste do Alasca. As imagens aéreas e os registros feitos com equipamentos presos ao animal permitem observar o comportamento por ângulos difíceis de acompanhar apenas da superfície.

Em algumas populações que caçam arenques, vocalizações específicas aparecem associadas à alimentação. Estudos indicam que esses chamados podem participar da coordenação do grupo e também influenciar o comportamento dos peixes, fazendo com que eles se agrupem ainda mais antes da investida.

Por isso, a ideia de que sempre existe “uma baleia responsável por emitir um som agudo” simplifica demais o comportamento. Os papéis podem variar, e a ciência ainda investiga como cada indivíduo participa dessas operações. Relatos da NOAA descrevem grupos mergulhando, vocalizando, criando bolhas e subindo juntos.

A barreira não funciona como uma rede física sólida. Ela altera visualmente e fisicamente o ambiente ao redor do cardume, e determinadas espécies de peixes tendem a evitar atravessar a parede de bolhas, permanecendo concentradas no interior da estrutura.

O NOAA Fisheries descreve a alimentação coordenada com redes de bolhas como uma técnica em que cortinas de ar condensam as presas antes que as baleias avancem para capturá-las. A eficiência depende do comportamento dos animais, da presa e das condições locais.

Não. A alimentação por bolhas apresenta diferenças regionais, e nem todas as populações ou indivíduos executam exatamente a mesma técnica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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