Da Kodak à bariátrica: inovação atropela mesmo potências consolidadas
Uma história de um erro de percepção levou a empresa Kodak , que dominava o mercado mundial de fotografia analógica, a um prejuízo bilionário e, com isso, sua falência.
Seus próprios engenheiros desenvolveram, em 1975, a primeira câmera fotográfica com tecnologia digital, mas os executivos da empresa não acreditaram na ideia, até porque, na época, ela dominava toda a cadeia de produção.
Vendia as câmeras, os filmes e a revelação.
Era uma combinação perfeita para ganhar dinheiro.
Acreditar em algo que iria acabar com o maior lucro da empresa, vender filmes, parecia uma ideia sem nexo.
Erraram, demoraram e perderam.
Em um paralelo, temos cirurgia bariátrica , que anda experimentando algo muito parecido.
Desde a década de 1950, a cirurgia bariátrica vem evoluindo e ajudando milhões de pessoas que vivem com obesidade grave a reverte e controlar sua doença.
Como na empresa fotográfica, para ter bons resultados, as equipes cirúrgicas detêm toda a cadeia de cuidado: os filmes (a equipe de preparo), a câmera analógica (o cirurgião e centro cirúrgico) e a revelação (os cuidados pós-operatórios).
Continua após a publicidade Por anos, essa sistematização manteve o mercado, bem como os rendimentos.
Mas uma máquina digital chamada popularmente de “caneta emagrecedora” foi criada.
Inicialmente com apenas 1 megapixel, quero dizer, miligrama, mas ao revelar suas imagens (efeitos), apresentaram um resultado extremamente nítido e, a partir desse momento, cada vez menos pessoas queriam buscar outra opção.
Diferentemente das máquinas fotográficas digitais, que demoraram cerca de 20 anos para evoluírem, os chamados peptídeos têm um poderoso zoom na perda e controle da obesidade.
E o avanço tecnológico parece diário.
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