Viana pede a Mendonça preservação de provas contra Lulinha
O senador Carlos Viana (PSD-MG) , que presidiu a CPMI do INSS , acionou nesta quinta-feira (20) o ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal) , pedindo o aprofundamento da investigação e a preservação integral das provas digitais no inquérito que apura possível tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva , o “Lulinha” , filho mais velho do presidente Lula (PT) .
O pedido é um complemento a uma representação criminal que Viana já havia apresentado ao STF dois dias antes, e cita reportagem publicada nesta quinta pela revista Veja , que teria tido acesso a conteúdo de inquérito sigiloso da Polícia Federal .
Lulinha é hoje alvo de três inquéritos autorizados pelo STF a partir de julho, dois sob relatoria de Mendonça e um do ministro Flávio Dino .
As apurações miram supostos esquemas de favorecimento de empresas junto a órgãos federais, como o Ministério da Saúde e a Dataprev, e têm como pano de fundo a proximidade de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger , apontada como possível operadora do esquema de fraudes em benefícios do INSS ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” .
Leia Mais Mendonça manda remover vídeo com deepfake de Flávio ao lado de Vorcaro "Lula chamou e perguntou: escolhe onde quer ficar", diz lobista em mensagem Lulinha processa Flávio por vídeo de IA que o liga a desvios no INSS O terceiro inquérito, sob sigilo, atinge também o Palácio do Planalto: apura elo entre Roberta, Lulinha e o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que deixou o cargo em julho.
O novo pedido O relatório atribuído à PF identificou um suposto “núcleo de atuação permanente e coordenada” entre interesses empresariais privados e agentes públicos.
Além do Ministério da Saúde e da Dataprev, o texto menciona também a Telebras.
Ao STF, o senador citou a informação de que mensagens atribuídas a Lulinha teriam sido apagadas e depois recuperadas por ferramenta forense da PF.
Por isso, ele pede a preservação de arquivos originais, imagens forenses, metadados, backups e registros de cadeia de custódia, para evitar que as provas se percam.
Viana também solicita a apuração de fluxos financeiros, incluindo pagamentos a empresas de consultoria que poderiam ter beneficiários finais diferentes dos formalmente registrados, e o exame de eventual interesse na abertura de contas e empresas no exterior.
O pedido também aborda a questão do foro: a PGR (Procuradoria-Geral da República) já havia solicitado a Mendonça o envio do caso à primeira instância, por avaliar que não há, até agora, autoridade com prerrogativa de foro diretamente investigada.
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