A cidade que mais conquista novos moradores no litoral, devido à sua qualidade de vida e praias tranquilas
O litoral tranquilo e a rotina mais leve ajudam a atrair quem busca um novo lugar para viver
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O litoral do Rio de Janeiro costuma ser resumido pela agitação de Búzios e Arraial do Cabo. A cerca de 170 km da capital, porém, uma antiga vila de pescadores virou o segundo município que mais ganhou moradores no estado. Rio das Ostras , na Costa do Sol, reúne mar calmo, um passado de milhares de anos e o maior festival gratuito de jazz da América Latina.
O salto populacional conta a história de forma direta. Entre os Censos de 2010 e 2022, a cidade passou de 105.676 para 156.491 habitantes, um crescimento de 48,08% , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . Foi a segunda maior alta do estado no período, atrás apenas de Maricá, e a estimativa do instituto para 2025 já projeta 168.455 moradores.
O motor dessa expansão tem nome, o petróleo. A proximidade com a Bacia de Campos , principal reserva petrolífera do país, transformou o município em base de apoio para o setor a partir dos anos 1990. Os royalties financiaram saneamento, parques urbanos e a orla, e a Prefeitura de Rio das Ostras aponta um crescimento populacional histórico de cerca de 11% ao ano, o maior do estado.
Os indicadores oficiais explicam por que tanta gente troca de endereço. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade é de 0,773 , faixa considerada alta e a terceira melhor do estado, atrás apenas da capital e de Niterói, conforme o IBGE .
O reconhecimento se estende ao mercado de trabalho. Na edição de 2025 do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) , elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o município aparece na quarta posição estadual em Emprego e Renda, com grau de desenvolvimento alto. Na Região dos Lagos, só ele e Búzios alcançaram esse patamar. A ventilação constante do mar e a orla estruturada completam a rotina mais leve que atrai famílias e aposentados.
A ocupação humana da faixa entre o rio e o mar é uma das mais antigas do estado, com vestígios datados entre 2 mil e 4 mil anos . Muito antes de virar balneário, o território já era casa de caçadores e coletores seminômades, segundo a Prefeitura de Rio das Ostras . O próprio nome guarda essa memória, já que os povos indígenas chamavam a área de Leripe , expressão tupi-guarani associada a lugar de ostra.
Essa herança está preservada em pleno centro, no Sambaqui da Tarioba , um monte de conchas, ossadas e ferramentas de pedra deixado por populações antigas. O sítio foi mapeado em 1967 pelo professor Ondemar Dias , do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) , e sua datação foi confirmada por testes de carbono-14. Hoje ele funciona como museu no próprio local da escavação, uma raridade entre os museus arqueológicos do Brasil .
O município reúne cerca de 15 praias distribuídas por 28 km de litoral, boa parte delas pequenas enseadas preservadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.