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Ação do MP quer tornar inelegíveis governador eleito do Pará, esposa e vereador por suposto abuso de poder

G1 ·
Ação do MP quer tornar inelegíveis governador eleito do Pará, esposa e vereador por suposto abuso de poder

Daniel Santos, governador eleito; deputada federal Alessandra Haber; e vereador Alexandre Gomes Reprodução / g1 O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) contra o governador eleito do estado, Daniel Santos (Podemos).

A acusação aponta suposta prática de abuso de poder econômico e político.

O processo foi protocolado na segunda-feira (26) pedindo a inelegibilidade e a cassação dos registros ou diplomas da deputada federal reeleita Alessandra Haber, esposa de Daniel; e do deputado estadual eleito Alexandre Gomes, ambos também do Podemos.

De acordo com o órgão eleitoral, os três políticos teriam utilizado a estrutura do projeto social "Olhar Cidadão" para obter vantagens ilícitas nas Eleições 2026.

A iniciativa consistia na oferta gratuita de exames de vista, consultas oftalmológicas e óculos de grau para populações em situação de vulnerabilidade social.

Processo mira ações do projeto 'Olhar Cidadão' em cidades do Pará.

Reprodução / MPF-PA Na época em que os eventos sob investigação ocorreram, em dezembro de 2025, Daniel Santos ocupava o cargo de prefeito de Ananindeua e já se apresentava como pré-candidato ao governo do Pará, segundo o MP.

Alessandra Haber era deputada federal e pré-candidata à reeleição, enquanto Alexandre Gomes atuava como vereador em Ananindeua e era pré-candidato a deputado estadual.

Os três foram eleitos.

A ação é assinada pelo procurador regional Eleitoral no Pará, Bruno Araújo Soares Valente, e baseia-se em um procedimento instaurado para apurar a legalidade e o financiamento das atividades do projeto.

O g1 tenta contato com as defesas de Daniel Santos, Alessandra Haber Carvalho Santos e Alexandre Gomes. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Políticos já haviam sido multados por propaganda antecipada Em fevereiro deste ano, a Justiça Eleitoral do Pará determinou a remoção de publicações em perfis de redes sociais ligados ao então prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (PSB), por propaganda eleitoral antecipada relacionada às eleições de 2026.

No mesmo mês, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do PA) condenou, por maioria de votos, Daniel Santos, a esposa dele, a deputada federal Alessandra Haber, e o vereador Alexandre Gomes ao pagamento de multa de R$ 5 mil cada.

A decisão apontou irregularidades que envolveram o uso de publicidade e de expressões com conotação eleitoral durante ações do projeto social Olhar Cidadão. 'Efeito outdoor' e óculos com rostos estampados A denúncia do MP Eleitoral detalha que as ações de saúde eram diretamente associadas à imagem, aos nomes e às cores partidárias dos três investigados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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