AZ Quest aponta riscos para os mercados no Brasil e nos EUA
AZ Quest aponta riscos para os mercados no Brasil e nos EUA A trajetória da economia dos Estados Unidos e as preocupações com as contas públicas brasileiras estão entre os fatores que ajudam a explicar a volatilidade dos mercados financeiros, segundo a AZ Quest.
Em sua carta mensal mais recente , a gestora destaca como essas condições afetam os preços dos ativos e orientam as decisões da gestora.
No exterior, a principal preocupação é a persistência da inflação americana, que dificulta a redução dos juros.
Em setembro, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos continuaram subindo, impulsionados pela força da atividade econômica e pela fraca demanda nos leilões de dívida pública .
“Os yields seguiram subindo depois da reunião, empurrados por dados fortes de atividade, leilões do Tesouro com demanda fraca e pela persistência da inflação ligada sobretudo a energia”, afirma a AZ Quest, em referência à reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
O avanço das taxas dos títulos americanos repercute globalmente, pois aumenta a remuneração oferecida por investimentos considerados mais seguros e pode reduzir a atratividade de outros ativos.
Crédito internacional sente o impacto A combinação entre taxas mais altas e aumento da oferta de títulos corporativos também afetou os mercados internacionais de crédito .
Segundo a AZ Quest, os bonds inicialmente absorveram o movimento sem exigir prêmios maiores, mas essa dinâmica mudou ao longo do mês.
“Somou-se a isso um volume pesado de emissões no mercado de high yield americano — setembro foi o mês mais movimentado do ano, com cerca de US$ 38 bilhões colocados, incluindo uma operação isolada de US$ 10 bilhões — e a combinação de juros subindo com mais oferta de bonds forçou os spreads para cima”, afirma a gestora.
A abertura dos spreads significa que os investidores passaram a exigir uma remuneração adicional para emprestar dinheiro a empresas.
Para a AZ Quest, a correção também esteve concentrada em alguns emissores específicos, e não distribuída igualmente por todo o mercado.
Diante desse cenário, a gestora reduziu a exposição a títulos de vencimento mais longo em parte das carteiras internacionais, priorizando papéis mais curtos de empresas cujos fundamentos considera sólidos.
No Brasil, fluxo de recursos afeta debêntures No mercado doméstico, a AZ Quest observou uma abertura mais disseminada dos spreads das debêntures incentivadas, enquanto os títulos tradicionais tiveram movimentos mais moderados.
A gestora relaciona parte dessa diferença aos resgates líquidos registrados nos fundos dedicados a esses papéis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.suno.com.br — o conteúdo pertence a Suno Notícias.