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Dani Lima: Campanha de Flávio está de 'salto alto' após primeiro turno

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Dani Lima: Campanha de Flávio está de 'salto alto' após primeiro turno

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) demonstra estar de "salto alto" após o resultado do primeiro turno das eleições, avaliou Daniela Lima no Pulso Político , do Canal UOL. Para a apresentadora, uma sequência de declarações do candidato e de seus aliados, envolvendo mudanças na Constituição , alterações no Supremo Tribunal Federal (STF) e a possibilidade de o país ficar décadas sem o PT , revela um excesso de confiança antes do fim da disputa presidencial.

Daniela destacou que o resultado das urnas e a composição do novo Congresso parecem ter estimulado declarações mais ousadas do entorno de Flávio, algumas delas seguidas de esclarecimentos públicos após a repercussão.

A campanha inteira me parece estar investida num salto alto bem grandinho. Daniela Lima

A discussão ganhou força após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, projetar Flávio na Presidência em 2026 e o retorno de Jair Bolsonaro (PL) em 2030. Diante da repercussão, Flávio voltou a se explicar e afirmou que pretende incluir uma restrição à sucessão presidencial entre parentes.

É a segunda ou terceira vez que ele precisa botar reparo em algo que ele mesmo havia dito. Daniela Lima

O colunista João Paulo Charleaux disse que o tom mais agressivo de lideranças do campo bolsonarista sinaliza um "clima" pior para a convivência democrática e lembrou que a escalada costuma começar na retórica.

Essas falas extremamente agressivas denotam um ânimo que não é dos melhores para a convivência democrática. Se tem uma coisa que a gente não precisa mais, é essa escalada violenta que começa com uma violência retórica. João Paulo Charleaux

Mano Ferreira também questionou se a família Bolsonaro estaria disposta a abrir mão do protagonismo político em um eventual governo do senador.

Se não fosse para manter a família à frente da direita e desse campo político, por que não apoiariam agora, nesta eleição, um outro candidato? Mano Ferreira

Marcela Mattos avaliou que a campanha passou a "rasgar" um figurino de moderação e que há mensagens diferentes para públicos diferentes: uma, para o mercado, e outra, para o eleitorado. Ela citou ainda que aliados com espaço no partido têm defendido bandeiras como a retomada de uma política armamentista.

Chama muita atenção como que o próprio Flávio Bolsonaro e o entorno dele no início da campanha tinha aquele figurino de moderado e isso foi rasgado. [...] Se lá atrás tinha uma moderação no discurso ou nas bandeiras, a percepção que a gente tem é que agora Flávio e o entorno se sentem muito mais empoderados e talvez tenham percebido que essas soluções acabam agradando uma parcela do eleitorado que está indignado, mas são soluções fáceis e óbvias que não vão resolver o problema. Não é colocando mais arma na rua, armando a população que isso vai resolver o problema da segurança pública e das facções criminosas. Não tem como virar esse cenário de faroeste. Mas eles acabam aderindo a esse discurso fácil, pelo menos publicamente, para ver se conseguem fisgar uma parcela do eleitorado. Enquanto isso, nos bastidores, o que falam para o mercado é o sentido contrário, é o arrocho é fechar a torneira.

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