Bruno Dantas oficializa saída do TCU e abre caminho para Senado indicar Pacheco
O ministro Bruno Dantas vai oficializar nesta segunda-feira sua saída do Tribunal de Contas da União (TCU), abrindo caminho para que o Senado acelere a indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga e tente concluir a escolha ainda nesta semana.
A movimentação ocorre durante o esforço concentrado do Congresso e encontra uma articulação já montada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que trabalha há meses para levar o antecessor ao tribunal.
Aliados de Alcolumbre afirmam que o presidente do Senado ainda não recebeu a comunicação formal da saída de Dantas, mas indicam que pretende deliberar sobre a sucessão assim que isso ocorrer.
A coincidência com o esforço concentrado é considerada favorável à operação, já que os senadores estarão em Brasília e haverá quórum para uma série de votações.
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No entorno do senador mineiro, interlocutores afirmam que ele não conduz uma campanha pela cadeira, mas também não se opõe à indicação caso o acordo avance.
A avaliação entre seus aliados é que a eventual ida para o TCU deve ser encarada como um movimento construído pelo Senado.
A perspectiva de Pacheco assumir a cadeira também é bem recebida no entorno do próprio tribunal.
A avaliação é que a escolha de um nome com experiência e trânsito institucional como o do ex-presidente do Senado facilitaria a sucessão e daria segurança à transição aberta com a saída antecipada de Dantas.
Dantas, Pacheco e Alcolumbre foram procurados pelo GLOBO nesta segunda-feira e não se manifestaram.
O presidente do Senado também foi questionado especificamente sobre a possibilidade de deliberar sobre a indicação ao tribunal ainda durante o esforço concentrado desta semana.
Dantas integra o TCU desde 2014 e presidiu a Corte entre 2023 e 2024.
Aos 48 anos, poderia permanecer no tribunal por mais de duas décadas, até atingir a idade para aposentadoria compulsória, mas decidiu antecipar a saída para seguir novos projetos profissionais.
O ministro já mantém conversas sobre seu futuro na iniciativa privada.
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