PCC e CV como terroristas não produz "ganho concreto", diz Amorim
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, embaixador Celso Amorim , afirmou nesta quarta-feira (12/8) que a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos não gera “ ganhos concretos ” e oferece riscos à soberania nacional.
Amorim foi chamado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara para prestar esclarecimentos sobre ofício da chancelaria brasileira que admitiu o temor em relação a Washington utilizar força militar no Brasil , após classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
“ Do ponto de vista jurídico, a classificação não produz ganhos concretos para a cooperação internacional .
Os mecanismos hoje existentes entre Brasil e Estados Unidos permitem troca de informações de inteligência, cooperação policial, extradições, apreensão de bens, recuperação de ativos e combate à lavagem de dinheiro”, destacou Amorim.
O embaixador acrescentou que a determinação chegou a prejudicar investigações da Polícia Federal (PF) .
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