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Tecnologia

Agentes de IA mal configurados instalam malware em redes de empresas

Canaltech ·
Agentes de IA mal configurados instalam malware em redes de empresas

Agentes de inteligência artificial voltados à programação, como o Claude, o Codex e o Hermes, instalaram pacotes de código não registrados dentro de redes corporativas ao seguir instruções presentes em arquivos de documentação mal configurados. O problema foi identificado por pesquisadores de uma startup israelense que ainda opera em modo stealth, segundo reportagem da Ars Technica.

A falha atinge o "llms.txt" e o "llms-full.txt", convenção adotada por um número crescente de sites para oferecer resumos legíveis por máquina sobre o conteúdo e a estrutura de uma página. Esses arquivos funcionam como uma versão voltada à IA do robots.txt , padrão que orienta buscadores sobre como indexar um site.

O pesquisador Alon Hertz analisou 6.214 domínios ativos pertencentes a contratantes de defesa, empresas da lista Fortune 500 e big techs. Ao todo, ele encontrou 8.265 arquivos llms.txt e llms-full.txt nesses domínios, muitos sites hospedando os dois formatos ao mesmo tempo.

Desse total, 120 arquivos, cada um em um site diferente, apontavam para pacotes de código ou domínios que não haviam sido registrados. Juntos, eles somavam 227 comandos de instalação direcionados a esse conteúdo inexistente, de acordo com a Ars Technica.

Para testar o risco na prática, Hertz registrou alguns desses nomes vagos e hospedou pacotes programados para avisar o servidor da pesquisa assim que fossem instalados. Em menos de uma hora, uma empresa da Fortune 500 já havia executado o pacote. Com o tempo, o número de respostas cresceu para algumas dezenas, vindas tanto de outras Fortune 500 quanto de startups.

O registro de cada instalação também revelou a cadeia de processos que originou os comandos. Foi assim que os pesquisadores identificaram a participação de agentes de codificação como o Claude, da Anthropic, o Codex, da OpenAI, e o Hermes, da Nous Research. As três empresas não responderam a pedidos de comentário da Ars Technica até a publicação da reportagem.

Um dos exemplos encontrados pelos pesquisadores mostrou que o problema já saiu do campo teórico. Um arquivo llms hospedado no site legítimo da Clerk continha o comando "npx clerk-next-fix-auth-protection".

Diferentemente de uma instalação convencional, o npx pode buscar um pacote no cache do npm e executar seu binário diretamente, sem registrá-lo nas dependências do projeto. Os pesquisadores descobriram que alguém já havia registrado esse nome, antes vago, e o utilizava para distribuir malware ativo.

A Clerk corrigiu o problema depois de ser notificada. A empresa também informou que, caso um agente já tivesse instalado um binário do pacote legítimo @clerk/eslint-plugin, não haveria risco. Não ficou claro se a confusão resultou em infecções reais em outras empresas.

Segundo Hertz, um agente não diferencia uma página de um comando. Qualquer conteúdo que ele lê é tratado como uma possível instrução, o que transforma toda a documentação publicada na internet em uma superfície de execução, sem as garantias de integridade aplicadas a código de fato.

O caso se conecta a um problema mais amplo já conhecido em segurança de IA, o de injeção de prompt.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.

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