“Emendas são extravagância fiscal”, diz coordenador de Caiado
O coordenador do plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD), Roberto Brant, afirmou que a proposta econômica da candidatura terá como ponto de partida um ajuste fiscal com limitação temporária do crescimento das despesas primárias e classificou as emendas de congressistas como “uma extravagância fiscal e uma imoralidade pública” .
Em entrevista a Danielle Brant e Luiz Guilherme Gerbelli, do jornal O Estado de São Paulo publicada nesta 4ª feira (26.ago.2026), ele disse que um eventual governo de Caiado deve enfrentar supersalários do Judiciário e do Ministério Público e, no longo prazo, mudar a Previdência.
Brant afirmou que o 1º ato seria enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para criar um regime temporário em que as despesas primárias do governo central cresçam “metade ou 60% do crescimento do Produto Interno Bruto” .
A estratégia, segundo ele, seria chegar ao equilíbrio fiscal no 1º ano de governo.
O plano estabelece superavit de 0,5% do PIB em 2028, de 1% em 2029 e de 1,5% em 2030.
“É um ajuste gradual, mas é transparente e tem a garantia de uma ordem constitucional” , declarou.
Brant teve 5 mandatos como deputado federal por Minas Gerais, de 1987 a 2007, foi um dos fundadores do PSD e ministro da Previdência e Assistência Social no governo Fernando Henrique Cardoso, de 2001 a 2002.
Na formação do PSD, em 2011, Brant integrou a 1ª Executiva Nacional da sigla como 2º vice-presidente.
Ao falar sobre alternativas para reduzir gastos, disse que uma eventual desvinculação de benefícios do salário mínimo poderia representar economia de cerca de R$ 17 bilhões por ano.
Ressalvou, porém, que medidas dessa natureza não poderiam ser discutidas isoladamente enquanto, nas contas apresentadas por ele, emendas de congressistas somam cerca de R$ 70 bilhões e os supersalários do Judiciário e do Ministério Público custam R$ 24 bilhões anuais.
“Não é pouca coisa, mas, quando você vê que as emendas parlamentares são de R$ 70 bilhões, uma extravagância fiscal e uma imoralidade pública, você vê que há um menu de coisas para examinar” , afirmou.
Brant defendeu uma nova reforma da Previdência, mas disse que mudanças no sistema não resolveriam sozinhas o desequilíbrio fiscal.
Para ele, direitos adquiridos devem ser preservados, enquanto novos trabalhadores poderiam entrar em um modelo diferente. assine agora o Poder Drive e tenha acesso a informações exclusivas “Nenhum governo responsável pode deixar de endereçá-la.
Talvez, o caso seja até criar um outro sistema de Previdência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.