Estudante dos EUA acusa família rica de pressioná-la após estupro no Vietnã
A estudante americana Nguyen Thi Quynh Tam afirma que foi estuprada durante uma viagem ao Vietnã e pressionada a abandonar a denúncia contra um homem que, segundo pessoas do grupo de viagem, vem de uma família rica e com conexões políticas. A AP relatou o caso.
Tam, de 24 anos, diz que o homem, de 23, a estuprou em cinco de julho em um resort na província de Phu Tho, perto de Hanói. Ela afirma que acordou com o homem beijando seu pescoço e, após tentar reagir, foi imobilizada.
O pai do suspeito ofereceu dinheiro para que ela não procurasse a polícia. Ele disse à AP que os dois foram "íntimos" e negou que sua família tivesse intenção de pressioná-la a abandonar o caso.
Tam também acusa a polícia vietnamita de incentivá-la inicialmente a resolver o caso de forma privada. Ela diz que agentes pediram que ela encontrasse o suspeito e assinasse uma declaração de que havia recusado exames e um advogado, o que ela recusou. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Vietnã não respondeu a perguntas da AP sobre a alegada pressão policial para um acordo.
As autoridades vietnamitas acusaram formalmente o homem de estupro após Tam buscar ajuda de autoridades americanas e seu pai contatar o senador Ted Cruz. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Vietnã, Pham Thu Hang, declarou que os procedimentos legais foram abertos "de acordo com a lei vietnamita".
Tam se mudou para os Estados Unidos aos cinco anos e voltou ao Vietnã em maio para fazer estágio em um banco. Ela vive em Houston e havia viajado com conhecidos para o resort durante o feriado de quatro de julho.
A jovem afirma que decidiu tornar a acusação pública para proteger outras mulheres. "Estou fazendo isso não apenas por mim, mas por todas as outras pessoas que sofreram danos", disse.
O homem denunciado não respondeu aos pedidos de comentário. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que conhece o caso, mas não detalhou medidas por razões legais e de privacidade.
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