As ideias de Lula
Lula e o PT imaginam que a fonte básica do desenvolvimento é a intervenção do Estado na economia via estímulos ao consumo, principalmente dos pobres.
Na realidade, a expansão do PIB depende da inovação e dos decorrentes ganhos de produtividade, palavras ausentes das análises do partido.
É discutível, ademais, a ênfase que atribuem a empresas estatais tidas como “estratégicas”.
Ao contrário, deveríamos privatizá-las, incluindo as gigantescas Petrobras e Banco do Brasil.
Além disso, os petistas defendem o controle de capitais externos, medida que se justifica em situações extremas, como uma crise no balanço de pagamentos.
Não é o nosso caso.
Recentemente, Lula tem falado novidades no modo de pensar a economia.
Há sinais de involução.
Em declaração recente, afirmou que “alguém achava que o Banco Central independente ia resolver o problema do mundo.
Não resolve.
O que resolve é o presidente da República eleito ter poder de interferir em algum momento da economia”.
Será? O presidente se equivoca.
Essa nunca foi a responsabilidade dos bancos centrais.
A independência existe para assegurar que suas decisões busquem atender ao melhor interesse da sociedade, imunes a intervenção ou influência políticas.
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