Kinoforum 2026: Uma dinâmica enriquecedora e um sabadão cinéfilo na agitada São Paulo
Sábado, dia 22 de agosto, São Paulo. Durante minha programação no Kinoforum deste ano, uma das ações pelas quais eu estava mais ansioso era um brunch para o qual fui convidado, onde aconteceria – e eu não sabia como seria – uma dinâmica super interessante, em que cada convidado recebia a chance de aprender e conversar sobre temas importantes da cadeia audiovisual.
Com essa ação já marcada com destaque em minha agenda, acordei ansioso, tomei um rápido café da manhã e parti para a Cinemateca Brasileira, lugar desse encontro. Assim que cheguei, ao dar meu nome em uma lista, fui informado de que estaria na mesa 8 e que deveria me encaminhar até lá, onde conheceria outras pessoas selecionadas para o mesmo lugar.
Assim, ao longo de algumas horas e de muitos cafezinhos, em uma experiência realmente marcante, debati com meu novos amigos: um fotógrafo, um curador, um produtor, uma crítica de cinema e um profissional da pós-produção sobre o tema ‘inspirações e processos criativos’. Aprendi bastante com cada um desses profissionais durante essa dinâmica enriquecedora.
De lá, parti para almoçar no Shopping Center 3, na Avenida Paulista, e depois corri para o CineSesc pois teria uma sessão do Kinoforum que estava ansioso para conferir, Mostra Brasil 12 – Fantasmas In-Pertinentes com os filmes: Boiúna , de Adriana de Faria; Brasa , de Diane Maia; Mira, de Daniella Saba; Party Princess , de Daniel Barosa ; e DIU, de Camila Schincaglia.
Brasa eu já tinha visto, um filmão. Com um tema central, importante e atual, colocado para debate e desenvolvido com sensibilidade ao longo de sua breve, porém bem distribuída duração, esse curta-metragem nos leva até um recorte profundo sobre uma questão alarmante que choca pelas estatísticas em nosso país: a gravidez na adolescência.
Crítica | ‘Brasa’ – Retrato comovente sobre lacunas entre o que se diz e o que se sente [Festival do Rio 2025]
Com ótimas artistas em cena – Bárbara Colen e Mel Faria em destaque – que transmitem toda a aflição e tensão dos conflitos que se seguem, o projeto dirigido por Diane Maia , com roteiro assinado pela mesma e Ana Alkimin , teve sua primeira exibição no Festival do Rio 2025, onde integrou a potente lista da Première Brasil.
Party Princess é outro ótimo filme exibido, aborda os trancos e barrancos enfrentados por uma artista brasileira imigrante ( Bia Gallo ) em busca de sucesso nos Estados Unidos. Em mais um dia corrido de sua vida, ela se depara com uma situação inusitada: encontra uma garotinha, também vestida de princesa, perdida, e precisa encontrar os parentes dela ao mesmo tempo que precisa lidar com importantes compromissos.
Crítica | ‘Party Princess’ – A história de uma princesa que não é da Disney [Kinoforum 2026]
Essa co-produção Brasil, França e Estados Unidos, escrito e dirigido por Daniel Barosa , explora as oportunidades, as escolhas e os contrapontos entre sonho e desilusão, em que um acontecimento vira a chave para abrir uma porta até então inacessível, podendo se tornar um estopim para revelações.
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