São Paulo: situação ainda busca candidato à presidência e grupos articulam
Enquanto a oposição do São Paulo caminha para se organizar em torno da candidatura de Marcelo Portugal Gouvêa, a situação, composta por vários grupos políticos, ainda busca um nome para concorrer à presidência do clube em dezembro.
Há diversos nomes sendo discutidos para o ocupar o posto, e movimentações intensas de articulação dos vários partidos internos que formam a coalização política.
Um dos possíveis candidatos é o ex-chefe do departamento financeiro do São Paulo entre 2015 e 2017, Adilson Alves Martins. Adilson tem como trunfo a experiência na área em um momento de grave crise financeira no Morumbis. Ele tem atuado no mercado ajudando o clube a conseguir empréstimos durante a gestão Massis.
Ele integra um dos grupos da base da situação, o Sempre Tricolor, coordenado por Fernando "Chapecó", ex-diretor adjunto de futebol clube.
A candidatura, entretanto, é incerta: Adilson tem uma carreira de empresário fora do clube, é diretor-presidente da Sustentare Saneamento, empresa especializada em gestão de resíduos sólidos. A reportagem apurou que existe relutância ainda em deixar os negócios em segundo plano e trocá-los pelo turbulento momento do São Paulo.
Outro nome em discussão é o do próprio presidente Harry Massis Jr., que integra o grupo Vanguarda. Pessoas próximas afirmam que ele tem admitido a ideia de se lançar candidato. Pesa contra, entretanto, o momento vívido pelo clube.
O São Paulo vive uma das maiores crises políticas de sua história após o impeachment do ex-presidente Julio Casares em meio a três inquéritos policiais que investigam desvios e lavagem de dinheiro. Vice de Casares, Massis assumiu o cargo em janeiro e puxou para si os holofotes ao demitir o técnico Hernan Crespo em março, quando o time ocupava a segunda colocação no Campeonato Brasileiro.
Depois de uma curta passagem de Roger Machado, o São Paulo hoje comandado por Dorival Júnior vive péssimo momento na temporada. Com 27 pontos, está perto da zona do rebaixamento no Brasileirão - a queda de desempenho começou e se consolidou após a intervenção no futebol.
No Participação, ex-grupo de Julio Casares, é ventilado o nome de Themistocles Almeida. Já no Somos SPFC, outro grupo da situação, é mencionado o nome do advogado José Edgard Galvão Machado.
O grupo Legião, ao qual pertence o ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, também participa da coalizão - uma das possibilidades é a indicação do conselheiro Vinicius Medeiros à vice-presidência.
As movimentações ainda devem continuar ao longo das próximas semanas. As plataformas oficiais das candidaturas presidências serão registradas em janeiro.
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