40 anos da Guarda Civil de SP: veja histórias de quem está desde o início
Antes de se tornar a maior guarda municipal armada do país, com mais de 7 mil homens e mulheres, armamentos e equipamentos de ponta, além de tecnologias avançadas, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) teve um início muito diferente.
Paulo José Barbosa, de 67 anos, hoje comandante da Inspetoria de Perus, foi um dos que acompanhou de perto toda essa evolução.
Em março de 1986, Barbosa deixou uma empresa privada após receber de um antigo colega do Exército o convite para integrar o corpo de instrutores da nova instituição.
“Eu nem tinha muito conhecimento da Guarda, porque estava muito embrionária ainda”, recorda.
Depois de uma entrevista com o então diretor do Departamento de Ensino, aceitou a missão de preparar os primeiros profissionais da corporação.
“Acabei entrando como instrutor, não como guarda.
Eu entrei antes da GCM ser o que é hoje”, resume.
“A Guarda foi oficialmente instituída em setembro, e eu estou desde março de 86.
Fomos nós que recebemos nossos candidatos na época, que hoje estão sendo homenageados com 40 anos de serviço.” Conforme relatos de Barbosa, o início foi marcado por desafios, como estruturar um órgão de caráter policial na estrutura municipal.
“Todo começo é meio complicado, porque era algo inédito na prefeitura.
Uma instituição com uma característica policial.
Então, não tinha instalações”, relata.
Nesse cenário, a solidariedade entre os futuros guardas ajudou a manter a primeira turma reunida.
“O aluno não tinha refeição, não tinha alimentação.
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